MedEvo Simulado — Prova 2026
Gabriel, um jovem de 22 anos, procura atendimento na Unidade Básica de Saúde em uma manhã de segunda-feira. Ele relata estar muito angustiado, pois teve uma relação sexual anal receptiva sem o uso de preservativo com um parceiro ocasional na noite de sábado para domingo, há aproximadamente 30 horas. Gabriel informa que não conhece o status sorológico do parceiro e que nunca utilizou profilaxias para o HIV anteriormente. Ele está assintomático e o exame físico não revela alterações. Diante desse cenário de Prevenção Combinada na Atenção Primária à Saúde, qual é a conduta mais adequada a ser adotada pelo médico?
PEP HIV → Iniciar em até 72h (ideal <2h) por 28 dias após teste rápido negativo.
A PEP é uma urgência médica. O manejo exige teste rápido imediato: se negativo, inicia-se o esquema antirretroviral por 28 dias para prevenir a soroconversão.
A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é um componente fundamental da Prevenção Combinada do HIV. Ela consiste no uso de medicamentos antirretrovirais por pessoas que podem ter tido contato com o vírus em situações de risco, como relações sexuais desprotegidas, acidentes com material biológico ou violência sexual. Na Atenção Primária, o médico deve acolher o paciente sem julgamentos, realizar a estratificação de risco e proceder com a testagem rápida. A decisão de iniciar a PEP baseia-se no tempo decorrido (<72h) e no status sorológico do paciente (deve ser não reagente). A educação sobre adesão estrita aos 28 dias de medicação e a orientação sobre prevenção futura são passos cruciais do cuidado.
O prazo máximo para o início da Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é de até 72 horas após a exposição de risco. No entanto, a eficácia é significativamente maior quanto mais cedo for iniciada, sendo o ideal nas primeiras 2 horas após o evento.
O tratamento da PEP deve durar exatamente 28 dias. O esquema preferencial atual no Brasil para adultos envolve a combinação de Tenofovir (TDF) + Lamivudina (3TC) + Dolutegravir (DTG), apresentando alta eficácia e boa tolerabilidade.
Se o teste rápido realizado no momento do atendimento for reagente (positivo), a PEP não deve ser iniciada. Nesse caso, o paciente já apresenta infecção pelo HIV (prévia à exposição atual) e deve ser encaminhado para início imediato do Tratamento Antirretroviral (TARV) contínuo e acompanhamento especializado.
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