SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2015
Uma adolescente de 15 anos, que apresentou menarca aos 12, é levada pelos pais ao pronto-socorro com história de abuso sexual com penetração vaginal desprotegida e ejaculação, há oito horas. O calendário vacinal está completo de acordo com o PNI. Neste caso, deve ser instituída profilaxia com:
Abuso sexual: PEP (HIV), ATB para ISTs (Sífilis, Gonorreia, Clamídia) e vacina/HBIG (Hepatite B).
Em casos de abuso sexual com penetração desprotegida, a profilaxia deve ser abrangente, incluindo antirretrovirais (PEP) para HIV, antibióticos para ISTs (penicilina para sífilis, ceftriaxone para gonorreia, azitromicina para clamídia) e, se necessário, imunoprofilaxia para hepatite B (vacina ou HBIG).
A abordagem de uma vítima de abuso sexual é uma emergência médica complexa que exige atenção integral, incluindo suporte psicológico, coleta de evidências forenses e, crucialmente, a profilaxia de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e gravidez. A profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 2 horas e no máximo em até 72 horas após a exposição, com um esquema antirretroviral específico. Além do HIV, é imperativo cobrir as ISTs bacterianas mais comuns. Para sífilis, a penicilina benzatina é a escolha. Para gonorreia, a ceftriaxone é o tratamento de primeira linha, e para clamídia, a azitromicina é indicada. A profilaxia para Hepatite B deve ser avaliada; se o calendário vacinal estiver completo, a proteção é presumida, mas em casos de vacinação incompleta ou desconhecida, a vacina e/ou a imunoglobulina (HBIG) podem ser necessárias. Para o residente, o manejo do abuso sexual é um cenário desafiador que exige conhecimento atualizado dos protocolos de profilaxia e uma abordagem empática. A decisão de instituir a profilaxia deve ser baseada na avaliação do risco de transmissão e no tempo decorrência da exposição, visando minimizar as consequências físicas e emocionais para a vítima.
A profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 2 horas e no máximo em até 72 horas após a exposição para ser eficaz.
A profilaxia deve cobrir sífilis (penicilina benzatina), gonorreia (ceftriaxone) e clamídia (azitromicina), além de considerar a profilaxia para HIV e Hepatite B, conforme o risco e status vacinal.
A HBIG é indicada se a vítima não for vacinada ou não tiver esquema vacinal completo e houver risco de transmissão, devendo ser administrada junto com a primeira dose da vacina contra Hepatite B.
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