PEP e PrEP: Estratégias de Prevenção HIV em Populações-Chave

ENARE/ENAMED — Prova 2026

Enunciado

Mulher travesti de 28 anos, profissional do sexo, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) em demanda espontânea. Relata relações sexuais frequentes com diferentes parceiros, com uso inconsistente de preservativos, principalmente durante relações anais receptivas. Há 2 dias teve uma relação sexual desprotegida com um cliente que se recusou a usar camisinha. Nunca utilizou medicamento para profilaxia pré-exposição (PrEP) ou pós-exposição (PEP) à infecção pelo HIV. Considerando que a paciente está assintomática no momento, qual a melhor estratégia de prevenção?

Alternativas

  1. A) Prescrever PrEP após resultado não reagente para HIV; indicar PEP após tratamento inicial e orientar rastreamento de ISTs a cada 3 meses.
  2. B) Oferecer teste rápido para HIV e sífilis; prescrever PrEP de início imediato; orientar sobre as vacinas disponíveis no SUS para seu grupo populacional.
  3. C) Realizar testagem rápida para HIV e sífilis; prescrever PEP mediante resultado não reagente para HIV e programar início da PrEP após término da PEP.
  4. D) Prescrever PEP e PrEP de forma concomitante; solicitar sorologias para ISTs; agendar retorno para analisar os resultados e revisar adesão ao tratamento.

Pérola Clínica

Exposição HIV recente → PEP imediata + testagem ISTs; PrEP após PEP e sorologia não reagente para prevenção contínua.

Resumo-Chave

Em caso de exposição sexual recente ao HIV (até 72h), a PEP deve ser iniciada imediatamente após testagem rápida para HIV e sífilis; a PrEP pode ser considerada posteriormente, após o término da PEP e confirmação de sorologia não reagente para HIV, como estratégia de prevenção contínua para populações de alto risco.

Contexto Educacional

A prevenção do HIV envolve uma abordagem multifacetada, e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) e a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) são pilares fundamentais. A PEP é uma intervenção de emergência, crucial após uma exposição de risco, como a relatada na questão, e sua eficácia é tempo-dependente, exigindo início rápido. O protocolo inclui testagem inicial para HIV e outras ISTs, e o tratamento antirretroviral por 28 dias. A PrEP, por sua vez, é uma estratégia de prevenção contínua para indivíduos com risco substancial e persistente de adquirir o HIV. Sua indicação requer sorologia negativa para HIV antes do início e acompanhamento regular para monitoramento e testagem de ISTs. A combinação dessas estratégias, juntamente com o uso consistente de preservativos e a testagem regular, forma a prevenção combinada, essencial para reduzir a transmissão do HIV em populações vulneráveis. A questão aborda um cenário comum em UBS, destacando a importância do manejo adequado e da educação em saúde para grupos populacionais-chave.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre PrEP e PEP?

PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) é para uso contínuo antes da exposição ao HIV, enquanto PEP (Profilaxia Pós-Exposição) é para uso emergencial após uma possível exposição, devendo ser iniciada em até 72 horas.

Quando a PEP deve ser iniciada e por quanto tempo?

A PEP deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 2 horas e no máximo em até 72 horas após a exposição, e o tratamento dura 28 dias.

Quem é elegível para PrEP no SUS?

A PrEP é indicada para pessoas com alto risco de infecção pelo HIV, como profissionais do sexo, casais sorodiscordantes, pessoas com múltiplos parceiros e uso inconsistente de preservativos, entre outros critérios definidos pelo Ministério da Saúde.

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