PEP e PPrEP HIV: Protocolos e Indicações Essenciais

HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2022

Enunciado

Homem, 22 anos, procura a Unidade de Saúde para aconselhamento sobre profilaxia de exposição ao vírus da imunodeficiência humana (HIV). Em relação aos esquemas de Profilaxia pré-exposição (PPrEP) e Profilaxia pós-exposição (PEP), qual é a alternativa correta?

Alternativas

  1. A) A PPrEP está indicada se o caso fonte for sexualmente ativo com risco importante, sendo administrada na atenção básica com uso de tenofovir e nevirapina.
  2. B) A PPrEP está indicada se o casal for sorodiscordante, para o parceiro portador, sendo administrada na atenção básica com uso de tenofovir e lamivudina.
  3. C) A PEP deve ser prescrita na unidade de saúde nos casos de exposição de risco e deve ser iniciado tenofovir, lamivudina e dolutegravir por 14 dias.
  4. D) A PEP deve ser prescrita até 72 horas da exposição, mantida por 28 dias, e suspensa se o paciente fonte testar negativo para HIV.

Pérola Clínica

PEP HIV: iniciar até 72h pós-exposição, manter por 28 dias, suspender se fonte HIV negativo.

Resumo-Chave

A PEP é uma intervenção crucial para prevenir a infecção por HIV após uma exposição de risco. Seu sucesso depende da adesão ao protocolo, que inclui o início precoce (idealmente nas primeiras horas, máximo 72h) e a manutenção por 28 dias, com reavaliação conforme o status sorológico da fonte.

Contexto Educacional

A Profilaxia Pré-Exposição (PPrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) são estratégias fundamentais na prevenção da infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), representando avanços significativos na saúde pública. A PPrEP é indicada para indivíduos soronegativos com alto risco de exposição ao HIV, como casais sorodiscordantes ou pessoas com múltiplos parceiros sexuais, utilizando antirretrovirais de forma contínua para prevenir a infecção. Já a PEP é uma intervenção de emergência, aplicada após uma exposição de risco. A PEP é crucial em situações como relações sexuais desprotegidas com parceiro de status desconhecido ou soropositivo, acidentes com material biológico, ou violência sexual. O protocolo padrão no Brasil envolve a combinação de tenofovir, lamivudina e dolutegravir. A janela de ouro para o início da PEP é nas primeiras 2 horas, com eficácia decrescente até o limite de 72 horas pós-exposição. O tratamento da PEP deve ser mantido por 28 dias ininterruptos, e a adesão é vital. A suspensão precoce só é recomendada se o paciente fonte for comprovadamente HIV negativo. Ambas as profilaxias são ferramentas poderosas, mas exigem acompanhamento médico rigoroso e testagem regular para HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis, garantindo a segurança e a eficácia das intervenções.

Perguntas Frequentes

Qual o prazo máximo para iniciar a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) para HIV?

A PEP deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 2 horas após a exposição de risco, e no máximo até 72 horas. Após esse período, sua eficácia é drasticamente reduzida.

Por quanto tempo a PEP para HIV deve ser mantida?

O esquema de Profilaxia Pós-Exposição (PEP) para HIV deve ser mantido por 28 dias consecutivos. A adesão completa ao tratamento é fundamental para sua eficácia.

Em que situações a PEP para HIV pode ser suspensa antes dos 28 dias?

A PEP pode ser suspensa antes dos 28 dias se o paciente fonte da exposição for testado e confirmado como HIV negativo. Nesses casos, o risco de transmissão é inexistente.

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