Manejo Pós-Exposição Sexual HIV e ISTs: Guia Completo

ENARE/ENAMED — Prova 2026

Enunciado

Mulher de 28 anos, estudante universitária, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) para consulta agendada. Refere ter realizado seus últimos exames de rotina há cerca de 3 anos, com resultados normais. Faz uso regular de anticoncepcional oral combinado há 2 anos, não faz uso de preservativo. Relata que seu namorado apresentou uma úlcera no pênis, há cerca de 30 dias, tratado com uma injeção de benzetacil. Ele fez um teste rápido para HIV e deu reagente. Teve sua última relação sexual com ele há 2 dias. Exame físico sem alterações. O manejo inicial para essa paciente é

Alternativas

  1. A) solicitar teste rápido para sifilis, HIV e hepatites B e C. Em caso de teste reagente para sífilis, prescrever penicilina G benzatina. Prescrever 1 comprimido de tenofovir/ lamivudina (TDF/3TC) 300 mg/300 mg + 1 comprimido de dolutegravir (DTG) 50 mg ao dia, durante 28 dias.
  2. B) solicitar sumário de urina e anti-HIV. Prescrever azitromicina 1 g, dose única, via oral e, em caso de piócitos aumentados e nitrito positivo, prescrever fosfomicina trometamol 5,631 g, dose única, via oral. Solicitar a vinda do namorado para confirmação do teste para HIV.
  3. C) solicitar VDRL e anti-HIV. Realizar abordagem sindrômica e prescrever doxiciclina 100 mg, de 12 em 12 horas, via oral, por 21 dias, juntamente com fumarato de tenofovir desoproxila (TDF) 300 mg e entricitabina (FTC) 200 mg, 1 comprimido ao dia, durante 3 meses.
  4. D) solicitar urocultura, colpocitologia oncótica e anti-HIV. Em caso de presença de Escherichia coli e Trichomonas vaginalis, prescrever ciprofloxacino 500 mg, de 12 em 12 horas, via oral, por 7 dias, e metronidazol creme vaginal, por 7 noites.

Pérola Clínica

Exposição sexual recente a HIV+ → PEP (TDF/3TC + DTG) + Rastreio ISTs (HIV, Sífilis, Hepatites) = Manejo inicial crucial.

Resumo-Chave

Em casos de exposição sexual recente a parceiro HIV positivo, a profilaxia pós-exposição (PEP) com antirretrovirais (TDF/3TC + DTG) deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente em até 72 horas; concomitantemente, é fundamental realizar o rastreamento completo para outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como sífilis e hepatites virais.

Contexto Educacional

A profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV é uma intervenção crucial para prevenir a infecção após uma exposição de alto risco. A eficácia da PEP é maior quando iniciada precocemente, idealmente nas primeiras 2 horas e, no máximo, em até 72 horas após a exposição. O regime atual recomendado no Brasil inclui a combinação de tenofovir/lamivudina (TDF/3TC) e dolutegravir (DTG), administrados por 28 dias. Além da PEP, é imperativo realizar o rastreamento completo para outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), como sífilis, hepatites B e C, e outras, dependendo do contexto clínico. A identificação e o tratamento dessas condições são fundamentais para a saúde do paciente e para a interrupção da cadeia de transmissão. O aconselhamento sobre sexo seguro e o uso consistente de preservativos são componentes essenciais do manejo preventivo.

Perguntas Frequentes

Qual o prazo ideal para iniciar a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) para HIV?

A PEP deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 2 horas após a exposição, e no máximo em até 72 horas.

Quais exames devem ser solicitados após uma exposição sexual de risco?

Devem ser solicitados testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C, além de outros exames conforme a avaliação clínica.

Qual o esquema medicamentoso padrão para a PEP de HIV?

O esquema padrão atual para PEP de HIV inclui a combinação de tenofovir/lamivudina (TDF/3TC) e dolutegravir (DTG), por 28 dias.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo