PEP e PrEP HIV: Estratégias de Prevenção Combinada

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025

Enunciado

Mulher travesti de 28 anos, profissional do sexo, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS) em demanda espontânea. Relata relações sexuais frequentes com diferentes parceiros, com uso inconsistente de preservativos, principalmente durante relações anais receptivas. Há 2 dias teve uma relação sexual desprotegida com um cliente que se recusou a usar camisinha. Nunca utilizou medicamento para profilaxia pré-exposição (PrEP) ou pós-exposição (PEP) à infecção pelo HIV. Considerando que a paciente está assintomática no momento, qual a melhor estratégia de prevenção?

Alternativas

  1. A) Prescrever PrEP após resultado não reagente para HIV; indicar PEP após tratamento inicial e orientar rastreamento de ISTs a cada 3 meses.
  2. B) Oferecer teste rápido para HIV e sífilis; prescrever PrEP de início imediato; orientar sobre as vacinas disponíveis no SUS para seu grupo populacional.
  3. C) Realizar testagem rápida para HIV e sífilis; prescrever PEP mediante resultado não reagente para HIV e programar início da PrEP após término da PEP.
  4. D) Prescrever PEP e PrEP de forma concomitante; solicitar sorologias para ISTs; agendar retorno para analisar os resultados e revisar adesão ao tratamento.

Pérola Clínica

Exposição recente HIV → PEP imediata (se HIV negativo) + PrEP após término da PEP para prevenção contínua.

Resumo-Chave

Em caso de exposição sexual recente ao HIV (<72h), a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é prioritária. Após a conclusão da PEP, se o indivíduo permanece em risco contínuo, a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) deve ser considerada para manutenção da prevenção.

Contexto Educacional

A prevenção da infecção pelo HIV é um pilar fundamental da saúde pública, especialmente em populações de maior vulnerabilidade. A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) são estratégias cruciais da prevenção combinada, visando reduzir a transmissão do vírus. A PrEP é indicada para indivíduos HIV negativos com alto risco de exposição, enquanto a PEP é uma intervenção de emergência após uma exposição de risco. A fisiopatologia da infecção pelo HIV envolve a replicação viral em células T CD4+. A PrEP atua bloqueando etapas iniciais do ciclo de vida do vírus, impedindo sua replicação e estabelecimento da infecção. A PEP, por sua vez, busca interromper a replicação viral logo após a exposição, antes que o vírus se dissemine pelo organismo. O diagnóstico rápido do status sorológico do HIV é imperativo antes de iniciar qualquer profilaxia. O tratamento com PEP deve ser iniciado o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 2 horas e no máximo até 72 horas após a exposição, com duração de 28 dias. Após a conclusão da PEP, se o indivíduo mantiver o perfil de alto risco, a transição para a PrEP é a conduta mais adequada para garantir a prevenção contínua. O acompanhamento regular e o rastreamento de outras ISTs são essenciais para a saúde integral desses pacientes.

Perguntas Frequentes

Quando a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) ao HIV é indicada?

A PEP é indicada para indivíduos que tiveram uma exposição de risco ao HIV (sexual, ocupacional ou acidental) nas últimas 72 horas, idealmente nas primeiras 2 horas, para reduzir o risco de infecção.

Qual a diferença entre PrEP e PEP no contexto da prevenção do HIV?

A PrEP (Pré-Exposição) é para uso contínuo por pessoas HIV negativas com alto risco de adquirir o vírus, enquanto a PEP (Pós-Exposição) é uma intervenção de emergência após uma exposição de risco.

Quais exames devem ser realizados antes de iniciar a PEP ou PrEP?

Antes de iniciar PEP ou PrEP, é fundamental realizar testagem rápida para HIV para confirmar o status sorológico negativo, além de rastreamento para outras ISTs como sífilis e hepatites.

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