UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020
Enquanto aguardava a administração de vacina em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), uma criança de 4 anos de idade coloca a mão dentro de recipiente para acondicionar objetos perfurocortantes e sofre acidente com agulha. Houve transfixação do dedo da criança e havia sangue visível na luz da agulha por ter sido usada recentemente (paciente fonte desconhecido). Criança foi atendida de imediato pelo pediatra de plantão na UBS. Em relação à profilaxia para a transmissão do vírus HIV neste caso, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.( ) A terapia antirretroviral (TARV) indicada é a associação de zidovudina (AZT), lamivudina (3TC) e raltegravir (RAL). ( ) A TARV deve ser iniciada até 96 horas do acidente e deve ser mantida por 14 dias. ( ) É desnecessária a realização de testagem de HIV na criança no dia do acidente. ( ) A coleta seriada de sorologias para HIV na criança deve ser realizada posteriormente com 30 e com 90 dias do dia do acidente. ( ) Além da coleta seriadas das sorologias para HIV, outros objetivos do acompanhamento ambulatorial são avaliar a adesão e a toxicidade da TARV e fazer avaliação laboratorial. Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
PEP HIV pediátrica: iniciar até 72h, manter por 28 dias. Testar HIV basal e em 30/90 dias.
A profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV em crianças deve ser iniciada idealmente nas primeiras 2 horas, mas pode ser eficaz até 72 horas após o acidente, e mantida por 28 dias. A testagem de HIV na criança é necessária no dia do acidente (basal) e em acompanhamento seriado para monitorar a soroconversão.
A profilaxia pós-exposição (PEP) para o vírus HIV em crianças é uma medida crucial após acidentes com risco de transmissão, como exposições perfurocortantes. A decisão de iniciar a PEP deve ser rápida, considerando a janela de oportunidade terapêutica. Compreender os esquemas antirretrovirais adequados para a faixa etária pediátrica e os protocolos de acompanhamento é fundamental para a prática clínica. O regime de TARV para PEP pediátrica é adaptado, e a combinação de zidovudina (AZT), lamivudina (3TC) e raltegravir (RAL) é uma opção recomendada. É imperativo que a terapia seja iniciada o mais precocemente possível, preferencialmente nas primeiras horas e, no máximo, em até 72 horas após a exposição, para otimizar a eficácia. A duração padrão da PEP é de 28 dias, visando erradicar o vírus antes de sua replicação sistêmica. O acompanhamento da criança em PEP envolve a testagem sorológica para HIV no momento do acidente (linha de base) e em intervalos específicos (30 e 90 dias) para monitorar a soroconversão. Além disso, o acompanhamento ambulatorial é essencial para avaliar a adesão ao tratamento, identificar e manejar possíveis efeitos adversos dos antirretrovirais e realizar avaliações laboratoriais periódicas para monitorar a toxicidade e a saúde geral da criança.
O esquema de TARV recomendado para PEP HIV em crianças geralmente inclui a associação de zidovudina (AZT), lamivudina (3TC) e raltegravir (RAL), conforme as diretrizes atuais do Ministério da Saúde para o perfil de risco.
A PEP deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 2 horas, e no máximo até 72 horas após a exposição. O tratamento deve ser mantido por 28 dias para garantir a máxima eficácia na prevenção da infecção pelo HIV.
O acompanhamento inclui testagem de HIV no dia do acidente (basal) e posteriormente com 30 e 90 dias. Além disso, é fundamental monitorar a adesão à TARV, avaliar a ocorrência de efeitos adversos e realizar exames laboratoriais para toxicidade e função orgânica.
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