Profilaxia HIV em RN de Mãe sem TARV: Esquema Essencial

HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2022

Enunciado

O nosso país atualmente apresenta quedas nas taxas de transmissão vertical do HIV. Este fato é decorrente de medidas profiláticas, envolvendo cuidados com o binômio mãe recém-nascido. Medidas como o aumento do número de diagnósticos realizados durante o pré-natal, utilização da terapia antirretroviral e medidas profiláticas para o recémnascido contribuíram para esse cenário (Pascom et al.,2020). Gestante, portadora do vírus HIV há cerca de 3 anos, não faz uso de terapia antirretroviral, deu entrada no Hospital e Maternidade Dona Íris, em trabalho de parto. Recém nascido com peso ao nascimento de 3150 gramas, Capurro de 39 semanas e 2 dias. Qual (is) antirretroviral (is) este recém nascido deverá receber?

Alternativas

  1. A) AZT (zidovudina) por 42 dias.
  2. B) AZT (zidovudina) por 28 dias e NVP (nevirapina) por 3 dias.
  3. C) AZT (zidovudina) , NVP (nevirapina) e 3TC (lamivudina) por 28 dias.
  4. D) AZT (zidovudina) , 3TC (lamivudina) e RAL (raltegravir) por 28 dias.

Pérola Clínica

Mãe HIV sem TARV no parto → RN: AZT + 3TC + RAL por 28 dias.

Resumo-Chave

Em recém-nascidos de mães HIV positivas sem terapia antirretroviral durante a gestação ou com carga viral desconhecida/elevada, a profilaxia estendida com múltiplos antirretrovirais é crucial. O esquema AZT + 3TC + RAL por 28 dias visa reduzir significativamente o risco de transmissão vertical, especialmente em situações de maior risco.

Contexto Educacional

A transmissão vertical do HIV, embora em declínio no Brasil devido a avanços na profilaxia, ainda representa um desafio significativo. A compreensão dos protocolos de manejo é vital para residentes e estudantes de medicina. A profilaxia adequada do recém-nascido é uma das intervenções mais eficazes para prevenir a infecção pelo HIV em crianças, especialmente quando a gestante não recebeu terapia antirretroviral (TARV) durante a gravidez ou no parto. A fisiopatologia da transmissão vertical envolve a passagem do vírus da mãe para o filho durante a gestação, parto ou amamentação. O diagnóstico precoce da gestante e o início da TARV são as principais estratégias para reduzir a carga viral materna e, consequentemente, o risco de transmissão. No entanto, em casos onde a mãe não fez uso de TARV, o recém-nascido é considerado de alto risco e necessita de uma abordagem profilática mais intensiva. O tratamento profilático para recém-nascidos de mães HIV positivas sem TARV consiste em um esquema combinado de antirretrovirais. A zidovudina (AZT), lamivudina (3TC) e raltegravir (RAL) são administrados por 28 dias, visando bloquear a replicação viral e prevenir a infecção. É fundamental que essa profilaxia seja iniciada o mais precocemente possível, idealmente nas primeiras horas de vida, para maximizar sua eficácia e melhorar o prognóstico do recém-nascido.

Perguntas Frequentes

Qual o esquema antirretroviral para RN de mãe HIV sem TARV?

O esquema recomendado para recém-nascidos de mães HIV positivas sem terapia antirretroviral ou com carga viral desconhecida/elevada é a combinação de zidovudina (AZT), lamivudina (3TC) e raltegravir (RAL) por 28 dias.

Por que a profilaxia combinada é importante na transmissão vertical do HIV?

A profilaxia combinada é crucial para aumentar a eficácia na prevenção da transmissão vertical do HIV, especialmente em cenários de alto risco, como a ausência de TARV materna. Múltiplos fármacos agem em diferentes etapas do ciclo viral, reduzindo a chance de infecção.

Quais fatores aumentam o risco de transmissão vertical do HIV?

Os principais fatores de risco para transmissão vertical do HIV incluem ausência ou baixa adesão à TARV materna, carga viral materna elevada no momento do parto, trabalho de parto prolongado, ruptura prolongada de membranas e aleitamento materno.

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