HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2022
Neonato, 39 semanas, peso de nascimento 3620 g, nascido de parto cesáreo, foi exposto ao HIV. A mãe não realizou pré-natal, fez uso irregular de terapia antirretroviral e não tinha carga viral conhecida. As medicações indicadas para esse recém-nascido até 28 dias de vida, conforme o Ministério da Saúde do Brasil (2021), são
RN exposto HIV (alto risco) → TARV tripla: Zidovudina + Lamivudina + Raltegravir por 28 dias.
Em recém-nascidos expostos ao HIV com alto risco de transmissão (mãe sem pré-natal, TARV irregular ou carga viral desconhecida/elevada), o protocolo do Ministério da Saúde (2021) recomenda profilaxia com terapia antirretroviral tripla, incluindo Zidovudina, Lamivudina e Raltegravir, por 28 dias.
A prevenção da transmissão vertical (TV) do HIV é uma prioridade de saúde pública no Brasil, com protocolos bem estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A exposição perinatal ao HIV exige uma abordagem imediata e rigorosa no recém-nascido para minimizar o risco de infecção. A conduta depende da avaliação do risco de transmissão, que é determinado por fatores maternos, como a realização do pré-natal, o uso e a adesão à terapia antirretroviral (TARV) durante a gestação e a carga viral materna próxima ao parto. Em situações de alto risco, como a descrita na questão (mãe sem pré-natal, TARV irregular, carga viral desconhecida), a profilaxia para o recém-nascido deve ser mais intensiva. O protocolo de 2021 do Ministério da Saúde preconiza a utilização de uma terapia antirretroviral tripla por 28 dias, que inclui Zidovudina (AZT), Lamivudina (3TC) e Raltegravir (RAL). Essa combinação visa cobrir diferentes etapas do ciclo viral e maximizar a proteção. Para residentes, é fundamental conhecer as diretrizes atualizadas, diferenciar os esquemas de profilaxia para baixo e alto risco, e iniciar a medicação o mais precocemente possível, idealmente nas primeiras 4 horas de vida. A correta aplicação desses protocolos é essencial para reduzir a morbimortalidade associada à TV do HIV e garantir um futuro saudável para as crianças expostas.
Um RN é considerado de alto risco quando a mãe não realizou pré-natal, fez uso irregular de TARV, ou possui carga viral desconhecida/elevada (>1000 cópias/mL) próximo ao parto.
Para RN de alto risco, o Ministério da Saúde (2021) recomenda a terapia antirretroviral tripla: Zidovudina, Lamivudina e Raltegravir, administrada por 28 dias.
A profilaxia é crucial para reduzir drasticamente o risco de transmissão vertical do HIV da mãe para o filho, especialmente em situações de alto risco, onde a intervenção precoce com antirretrovirais pode prevenir a infecção.
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