TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2024
A profilaxia pós-exposição ao HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) faz parte da mandala de prevenção combinada. Diante dessa informação, assinale a alternativa incorreta.
PEP HIV → Iniciar até 72h, manter por 28 dias com TDF + 3TC + DTG (esquema triplo).
A PEP é uma urgência médica que deve ser iniciada preferencialmente nas primeiras 2 horas, com limite de 72 horas. O esquema atual preconiza terapia tripla para máxima eficácia.
A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) é um componente vital da Mandala de Prevenção Combinada do HIV. Ela consiste no uso de medicamentos antirretrovirais após uma possível exposição ao vírus para reduzir o risco de infecção. A fisiopatologia baseia-se em impedir a replicação viral sistêmica antes que o vírus se estabeleça nos reservatórios latentes do organismo. O manejo clínico exige rapidez no atendimento, pois trata-se de uma urgência biológica. Além da prescrição medicamentosa, o protocolo inclui a realização de testes rápidos para HIV, Sífilis e Hepatites B e C, além do acompanhamento sorológico após o término dos 28 dias de tratamento. O uso do Dolutegravir como terceiro fármaco elevou a barreira genética e a tolerabilidade do esquema, aumentando a adesão dos pacientes ao tratamento profilático.
O prazo máximo é de 72 horas após a exposição de risco. No entanto, a eficácia é significativamente maior quando iniciada nas primeiras 2 horas. Após 72 horas, a profilaxia não é mais indicada, pois o vírus já terá se integrado ao genoma do hospedeiro, tornando a PEP ineficaz para prevenir a infecção crônica.
O esquema preferencial atual para adultos e adolescentes é composto por três medicamentos: Tenofovir (TDF) + Lamivudina (3TC) + Dolutegravir (DTG). Esta combinação é utilizada por 28 dias consecutivos. A simplificação para terapia dupla não é recomendada nos protocolos vigentes de profilaxia pós-exposição.
A PEP está indicada em casos de violência sexual, acidentes ocupacionais com material biológico (perfurocortantes ou contato com mucosas) e relações sexuais desprotegidas (sem preservativo ou com rompimento). A avaliação deve considerar o tipo de material biológico, o tipo de exposição e, se possível, o status sorológico da fonte.
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