PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022
Um paciente de 28 anos procura a unidade de saúde para orientação, pois está muito preocupado. Na noite anterior, ele teve relação sexual desprotegida com penetração vaginal, pela primeira vez com uma nova parceira. Hoje pela manhã, após uma discussão, sua parceira contou ser portadora do vírus HIV e que havia abandonado o tratamento com terapia antiviral há um ano. Você realiza um teste rápido no paciente que é negativo, porém a parceira se recusou a ir à unidade de saúde ou procurar qualquer atendimento médico. De acordo com os protocolos clínicos do Ministério da Saúde, qual seria a conduta mais adequada?
Exposição sexual HIV de alto risco → PEP com Tenofovir, Lamivudina e Dolutegravir por 28 dias.
A profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV é indicada após exposição sexual de risco, mesmo com teste rápido negativo no paciente exposto, pois a soroconversão leva tempo. O esquema recomendado pelo Ministério da Saúde para exposição sexual de alto risco é a combinação de Tenofovir, Lamivudina e Dolutegravir por 28 dias.
A profilaxia pós-exposição (PEP) ao HIV é uma estratégia crucial de prevenção para indivíduos que tiveram uma exposição recente a fluidos corporais que podem conter o vírus. A exposição sexual desprotegida é uma das principais indicações para PEP, especialmente quando o parceiro é soropositivo para HIV e/ou tem carga viral detectável ou desconhecida, ou quando há múltiplos parceiros e alta prevalência na comunidade. A eficácia da PEP é maior quanto mais precoce for o início, idealmente nas primeiras horas e no máximo até 72 horas após a exposição. Os protocolos clínicos do Ministério da Saúde são claros quanto à indicação e ao esquema da PEP. A avaliação do risco é fundamental, considerando o tipo de exposição e o status sorológico da fonte. Mesmo que o paciente exposto apresente um teste rápido negativo imediatamente após o evento, isso não exclui a necessidade de PEP, devido ao período de janela imunológica. O teste rápido detecta anticorpos, que levam tempo para serem produzidos. O esquema profilático atual recomendado para exposição sexual de alto risco no Brasil é a combinação de Tenofovir (TDF), Lamivudina (3TC) e Dolutegravir (DTG), administrado por 28 dias. É essencial orientar o paciente sobre a importância da adesão ao tratamento, os possíveis efeitos adversos e a necessidade de acompanhamento sorológico posterior para confirmar a não infecção. A PEP é uma ferramenta de saúde pública vital para reduzir a transmissão do HIV.
A PEP é indicada após exposição sexual de risco, como relação desprotegida com parceiro HIV positivo ou de status desconhecido com alta prevalência, especialmente se houver lesões ou sangramento. A avaliação do risco é crucial.
O Ministério da Saúde recomenda um esquema profilático com Tenofovir (TDF), Lamivudina (3TC) e Dolutegravir (DTG) por 28 dias, a ser iniciado o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 2 horas e no máximo em até 72 horas após a exposição.
O teste rápido de HIV pode ser negativo logo após a exposição devido ao período de janela imunológica, durante o qual o corpo ainda não produziu anticorpos detectáveis. A PEP age para prevenir a replicação viral antes da infecção se estabelecer.
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