Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2019
Médico plantonista de pronto-socorro acaba de perfurar o dedo indicador com agulha que utilizou para coleta de gasometria de paciente que apresenta insuficiência respiratória. Uma das hipóteses diagnósticas para o paciente é pneumonia grave por Pneumocistis carinnii. Além de solicitar teste de HIV para o paciente (resultado em torno de cinco dias), qual seria a melhor conduta para o médico que sofreu o acidente perfurante?
Acidente perfurocortante com fonte de alto risco (Pneumocystis) → PEP HIV imediata com 3 drogas.
Em acidentes perfurocortantes com risco de transmissão de HIV, a profilaxia pós-exposição (PEP) deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 2 horas, e não deve ser adiada aguardando resultados sorológicos do paciente-fonte, especialmente se há alta suspeita de infecção.
Acidentes perfurocortantes são eventos comuns em ambientes de saúde, representando um risco significativo de transmissão de patógenos, incluindo o HIV. A profilaxia pós-exposição (PEP) é uma intervenção crucial para reduzir esse risco, sendo fundamental para a segurança de profissionais e estudantes de medicina. A avaliação rápida do risco e a tomada de decisão são essenciais. A decisão de iniciar a PEP baseia-se na avaliação do tipo de exposição e do status sorológico do paciente-fonte. Em casos de alto risco, como exposição a sangue de um paciente com suspeita de infecção avançada por HIV (ex: pneumonia por Pneumocystis jirovecii), a PEP deve ser iniciada imediatamente, sem aguardar resultados de testes sorológicos, que podem levar dias. O esquema de PEP para HIV geralmente envolve a combinação de três drogas antirretrovirais, administradas por 28 dias. O acompanhamento sorológico do profissional exposto e do paciente-fonte é necessário, e o profissional deve ser orientado sobre os efeitos adversos da medicação e a importância da adesão ao tratamento completo.
Fatores de alto risco incluem exposição a sangue visível, agulha oca, lesão profunda, paciente-fonte com infecção avançada por HIV ou carga viral elevada, e ausência de terapia antirretroviral eficaz.
O esquema padrão para PEP é de três drogas, geralmente dois inibidores da transcriptase reversa análogos de nucleosídeos (ITRN) e um inibidor da protease (IP) ou um inibidor da integrase. A escolha específica pode variar conforme as diretrizes locais.
A eficácia da PEP é tempo-dependente. Idealmente, deve ser iniciada nas primeiras 1-2 horas após a exposição e não deve ser postergada além de 72 horas, pois a janela de oportunidade para impedir a replicação viral é limitada.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo