HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2022
Você, médico de saúde da família de uma pequena cidade no interior, recebe em seu consultório o técnico de enfermagem da UBS em que trabalha, afirmando que há cerca de 30 minutos sofreu ferimento perfurocortante no dedo da mão esquerda enquanto coletava sangue para exames de um paciente na UBS. O profissional exposto realizou o teste rápido para HIV, que veio negativo, mas o paciente se recusou a realizar o mesmo teste e foi embora. Não há na cidade, ou em municípios próximos, serviço de infectologia de referência. Quanto á profilaxia para HIV no caso em questão, qual deve ser a conduta nesse momento?
Acidente perfurocortante com fonte desconhecida/recusante → PEP HIV imediata + notificação + acompanhamento sorológico.
A profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 2 horas e no máximo em 72 horas, independentemente do status sorológico da fonte se este for desconhecido ou se o paciente-fonte se recusar a fazer o teste. A notificação do acidente de trabalho é compulsória e essencial para o acompanhamento do profissional exposto.
A profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV é uma intervenção crucial para profissionais de saúde após exposição a material biológico potencialmente contaminado. A rápida avaliação do risco e o início precoce da terapia antirretroviral são determinantes para a eficácia da prevenção da infecção pelo HIV. Este manejo é um pilar da segurança do trabalhador na área da saúde e exige conhecimento das diretrizes vigentes. A avaliação do risco envolve o tipo de exposição (perfurocortante, mucosas, pele não íntegra), o volume de material biológico e o status sorológico da fonte, se conhecido. Em situações onde a fonte é desconhecida, recusa o teste ou é de alto risco, a PEP deve ser iniciada empiricamente. O esquema terapêutico geralmente consiste em uma combinação de três antirretrovirais por 28 dias, com acompanhamento sorológico do profissional exposto por até 6 meses. Além da PEP, a notificação do acidente de trabalho é um passo fundamental. Ela assegura o direito do profissional ao tratamento e acompanhamento, além de permitir o registro epidemiológico para aprimoramento das políticas de biossegurança. O sigilo do paciente-fonte é importante, mas não deve impedir a notificação do acidente, que se refere ao evento ocupacional e não à identificação do paciente.
A PEP para HIV deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 2 horas após a exposição, e no máximo em até 72 horas. A eficácia da PEP diminui significativamente com o tempo.
Se o paciente-fonte se recusar a realizar o teste ou for desconhecido, a indicação de PEP deve ser baseada na avaliação do risco da exposição e na prevalência de HIV na população. A recusa do paciente-fonte não impede a indicação de PEP ao profissional exposto.
Sim, a notificação do acidente de trabalho com exposição a material biológico é compulsória. Ela garante o registro do evento e o acompanhamento adequado do profissional de saúde, incluindo exames sorológicos e suporte psicológico.
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