HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2025
Você participa da sala de parto de um recém-nascido exposto ao HIV durante a gestação e o parto. A mãe não fez tratamento adequado durante a gestação. Com base nesse cenário, qual é a conduta correta em relação ao manejo e acompanhamento dessa criança?
RN exposto HIV (mãe sem tto) → Zidovudina + Nevirapina até 4h pós-nascimento + CV imediata.
Em recém-nascidos expostos ao HIV cuja mãe não realizou tratamento adequado durante a gestação, a profilaxia antirretroviral deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 4 horas de vida, com a combinação de zidovudina e nevirapina. A coleta da carga viral ao nascimento é crucial para o diagnóstico precoce e ajuste da conduta.
Além da profilaxia antirretroviral, o acompanhamento do recém-nascido exposto ao HIV inclui a profilaxia para Pneumocystis jiroveci (PCP) em casos de alto risco ou confirmação de infecção, e a suspensão do aleitamento materno, que é contraindicado devido ao risco de transmissão do vírus pelo leite. O objetivo é prevenir a infecção e, caso ocorra, iniciar o tratamento o mais cedo possível para melhorar o prognóstico da criança.
O início precoce da profilaxia antirretroviral, idealmente nas primeiras 4 horas após o nascimento, é crucial para maximizar a eficácia na prevenção da transmissão vertical do HIV. Isso se deve à janela de oportunidade para inibir a replicação viral antes que o vírus se estabeleça no organismo do recém-nascido.
A combinação de zidovudina e nevirapina é utilizada em recém-nascidos de alto risco (como aqueles cujas mães não fizeram tratamento adequado ou tiveram carga viral elevada) porque oferece uma profilaxia mais potente. A zidovudina atua como inibidor da transcriptase reversa, e a nevirapina, um inibidor não nucleosídeo da transcriptase reversa, complementa a ação, aumentando as chances de prevenir a infecção.
A coleta da carga viral do HIV deve ser realizada imediatamente após o nascimento (nas primeiras 48 horas) para o diagnóstico precoce da infecção. Outras coletas são realizadas em 1-2 meses e 4-6 meses de vida para confirmar ou descartar a infecção, permitindo o ajuste da conduta e o início do tratamento, se necessário.
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