SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
Adolescente de 13 anos, sexo feminino, é levada ao atendimento de emergência, pois acaba de ser vítima de violência sexual. Apresenta teste rápido para HIV negativo. Segundo o MS, além da instituição de profilaxia contraceptiva e comunicação ao Conselho Tutelar, o tratamento profilático de escolha contra infecção pelo HIV é:
PEP HIV pós-violência sexual: Tenofovir/Lamivudina + Dolutegravir é o esquema de escolha segundo MS.
Em casos de violência sexual, a profilaxia pós-exposição (PEP) para HIV é crucial e deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 2 horas e no máximo em até 72 horas. O esquema preferencial recomendado pelo Ministério da Saúde inclui Tenofovir/Lamivudina (TDF/3TC) e Dolutegravir (DTG).
A violência sexual é uma emergência médica e social que exige uma abordagem multidisciplinar e humanizada. O atendimento à vítima deve incluir não apenas o suporte psicológico e legal, mas também a profilaxia de infecções e gravidez. A profilaxia pós-exposição (PEP) para o HIV é uma intervenção crucial para prevenir a infecção pelo vírus após uma exposição de risco, como a violência sexual. O Ministério da Saúde do Brasil atualiza periodicamente seus protocolos para a PEP, visando otimizar a eficácia e a tolerabilidade dos esquemas antirretrovirais. O esquema preferencial atual para adultos e adolescentes inclui a combinação de Tenofovir/Lamivudina (TDF/3TC) e Dolutegravir (DTG). Essa combinação é escolhida pela sua potência, perfil de segurança e conveniência posológica, que favorece a adesão ao tratamento de 28 dias. É fundamental que a PEP seja iniciada o mais rapidamente possível, idealmente nas primeiras 2 horas após a exposição e, no máximo, em até 72 horas. Além da PEP para HIV, o manejo completo da vítima de violência sexual inclui a profilaxia contraceptiva de emergência, profilaxia para outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), vacinação, e a notificação compulsória aos órgãos competentes, como o Conselho Tutelar, para garantir a proteção e o acompanhamento da vítima, especialmente se for menor de idade.
A profilaxia pós-exposição (PEP) deve ser iniciada o mais rápido possível após a exposição, idealmente nas primeiras 2 horas e, no máximo, em até 72 horas. Após esse período, a eficácia da PEP é significativamente reduzida.
Este esquema é preferencial devido à sua alta eficácia, boa tolerabilidade e posologia simplificada (geralmente uma vez ao dia), o que favorece a adesão do paciente ao tratamento completo de 28 dias. O dolutegravir é um inibidor de integrase potente e com boa barreira genética.
Além da PEP para HIV, são essenciais a profilaxia contraceptiva de emergência, profilaxia para infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), vacinação contra hepatite B e HPV (se indicado), e a comunicação ao Conselho Tutelar em casos de menores de idade, garantindo suporte psicossocial e legal.
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