SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2020
As condutas relativas a vacinação e/ou prescrição de imunoglobulina para hepatite B (IGHAHB), frente ao acidente com exposição ao vírus da hepatite B (HBV) nos profissionais de saúde vão depender do status sorológico do paciente-fonte avaliado pelo antígeno de superfície da hepatite B (HbsAg) e dos níveis de anticorpos para o antígeno de superfície (Anti-HBs) do profissional acidentado. Assinale a alternativa com as recomendações corretas:
Acidente com exposição HBV: conduta depende do status vacinal do profissional e HBsAg do paciente-fonte.
A profilaxia pós-exposição (PEP) para hepatite B em profissionais de saúde é complexa e depende de múltiplos fatores, incluindo o status vacinal do profissional (Anti-HBs) e a presença do antígeno de superfície da hepatite B (HBsAg) no paciente-fonte. A decisão de administrar vacina e/ou imunoglobulina deve seguir protocolos específicos para cada cenário.
A hepatite B (HBV) representa um risco ocupacional significativo para profissionais de saúde devido à exposição a sangue e fluidos corporais. A profilaxia pós-exposição (PEP) é uma estratégia fundamental para prevenir a infecção. As diretrizes para PEP são complexas e dependem de uma avaliação detalhada do status sorológico tanto do paciente-fonte (HBsAg) quanto do profissional exposto (Anti-HBs e histórico vacinal). A vacinação contra hepatite B é a medida mais eficaz para prevenir a infecção em profissionais de saúde, conferindo imunidade ativa. No entanto, em caso de exposição, a decisão de administrar imunoglobulina (IGHAHB) e/ou doses adicionais da vacina deve ser baseada em algoritmos específicos que consideram se o profissional é vacinado, não vacinado, vacinado com resposta conhecida ou não respondedor, e se o paciente-fonte é HBsAg positivo ou negativo. É imperativo que os profissionais de saúde conheçam e sigam as recomendações atualizadas dos órgãos de saúde para a PEP de hepatite B. A administração correta da vacina e da IGHAHB, quando indicada, pode prevenir a infecção crônica e suas graves consequências, como cirrose e carcinoma hepatocelular. A avaliação rápida e a intervenção precoce são essenciais para a eficácia da profilaxia.
A IGHAHB é indicada em situações de alto risco de transmissão, geralmente quando o profissional de saúde não é vacinado ou é não respondedor, e o paciente-fonte é HBsAg positivo. Ela confere proteção passiva imediata.
O status HBsAg do paciente-fonte é crucial para determinar o risco de transmissão do HBV. Se o paciente-fonte for HBsAg negativo, o risco de transmissão é mínimo, e a profilaxia com IGHAHB geralmente não é necessária.
Um profissional é considerado "não respondedor" se não desenvolver níveis protetores de Anti-HBs (geralmente <10 mUI/mL) após completar uma ou duas séries de vacinação primária. Nesses casos, a conduta pós-exposição é diferenciada.
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