Violência Sexual: Profilaxia Pós-Exposição a ISTs

UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2021

Enunciado

Paciente, 24 anos, chega com história de ter sido vítima de violência sexual sem preservativo há 4 dias. Apresenta cartão vacinal completo. Frente a esse caso, estão indicadas as seguintes profilaxias contra infecções sexualmente transmissíveis, segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) 2020:

Alternativas

  1. A) Penicilina benzatina, ceftriaxona, azitromicina, metronidazol, vacinação para hepatite B.
  2. B) Penicilina benzatina, ceftriaxona, metronidazol, profilaxia pós exposição para HIV.
  3. C) Penicilina benzatina, ceftriaxona, azitromicina, metronidazol.
  4. D) Penicilina benzatina, ceftriaxona, vacinação para hepatite B, profilaxia pós exposição para HIV.

Pérola Clínica

Violência sexual (até 72h): profilaxia para sífilis, gonorreia, clamídia, tricomoníase, HIV (se indicado) e hepatite B (se não vacinado/imune).

Resumo-Chave

A profilaxia pós-exposição (PPE) à violência sexual deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente até 72 horas após o evento. Ela abrange a prevenção de sífilis, gonorreia, clamídia, tricomoníase e, dependendo da avaliação de risco, HIV e hepatite B.

Contexto Educacional

A violência sexual é uma emergência médica e psicossocial que exige uma abordagem integral e humanizada. A profilaxia pós-exposição (PPE) para Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) é um componente crítico do atendimento, visando prevenir a aquisição de patógenos após a exposição. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para Atenção Integral às Pessoas com ISTs 2020 do Ministério da Saúde orienta a conduta. Para sífilis, gonorreia, clamídia e tricomoníase, a profilaxia empírica é recomendada com Penicilina benzatina, Ceftriaxona, Azitromicina e Metronidazol, respectivamente, idealmente nas primeiras 72 horas. Além dessas, a avaliação de risco para HIV e hepatite B é fundamental. A profilaxia pós-exposição para HIV (PEP) deve ser considerada, e a vacinação contra hepatite B, se o esquema vacinal estiver incompleto ou ausente, pode ser iniciada ou complementada, juntamente com imunoglobulina em casos específicos. O acompanhamento e suporte psicossocial são igualmente importantes.

Perguntas Frequentes

Qual o prazo ideal para iniciar a profilaxia pós-exposição (PPE) após violência sexual?

A profilaxia pós-exposição deve ser iniciada o mais rápido possível, preferencialmente nas primeiras 72 horas após a exposição, para maximizar sua eficácia na prevenção de ISTs e HIV.

Quais infecções sexualmente transmissíveis são cobertas na profilaxia pós-exposição à violência sexual?

A profilaxia padrão cobre sífilis (Penicilina benzatina), gonorreia (Ceftriaxona), clamídia (Azitromicina) e tricomoníase (Metronidazol). A profilaxia para HIV e hepatite B é avaliada individualmente.

Quando a profilaxia pós-exposição para HIV e hepatite B é indicada após violência sexual?

A profilaxia para HIV (PEP) é indicada se houver risco de transmissão, avaliado pelo profissional de saúde. Para hepatite B, é indicada se a vítima não for vacinada ou não tiver imunidade comprovada, podendo incluir vacina e imunoglobulina.

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