SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
Um homem de 60 anos, com cirrose hepática avançada causada por hepatite C. é admitido com hematêmese de grande volume e pressão arterial de 90/60 mmHg. Exames revelam hemoglobina de 7,2 g/dL., creatinina de 1,8 mg/dL e INR de 1,7. Ele é submetido a endoscopia de urgência, onde é identificada uma hemorragia digestiva alta HDA por varizes esofágicas, sendo realizada ligadura elástica com sucesso. No pós-procedimento, o paciente ainda apresenta sinais de hipotensão leve e taquicardia, e permanece com ascite volumosa. Uma paracentese de urgência revela líquido ascístico com 150 células/mm³, sem sinais evidentes de infecção. O paciente está confuso e oligúrico, e foi estabilizado parcialmente com cristaloides. Qual é a melhor estratégia de prevenção de PBE para este paciente, conforme o consenso da AASLD. Qual é a melhor estratégia de prevenção de PBE para este paciente, conforme o consenso da AASLD?
HDA em cirrótico = Profilaxia de PBE obrigatória (Ceftriaxona IV) independente da contagem de PMN na ascite.
A profilaxia antibiótica na HDA variceal reduz a incidência de infecções, o risco de ressangramento e a mortalidade em pacientes cirróticos.
Pacientes cirróticos que apresentam hemorragia digestiva alta (HDA) possuem um risco significativamente aumentado de desenvolver infecções bacterianas, sendo a Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) a mais comum. A fisiopatologia envolve a translocação bacteriana intestinal facilitada pelo estado de choque e pela disfunção imune da cirrose. As diretrizes da AASLD e da Baveno recomendam fortemente a antibioticoterapia profilática para todos os cirróticos com HDA. A Ceftriaxona intravenosa demonstrou superioridade em reduzir infecções em pacientes com disfunção hepática grave, sendo a escolha de eleição no cenário de urgência hospitalar.
Embora o Norfloxacino oral seja uma opção, a Ceftriaxona IV (1g/dia) é preferível em pacientes com cirrose avançada (Child-Pugh B ou C), desnutrição, ou em locais com alta resistência a quinolonas, conforme o consenso da AASLD.
A recomendação padrão é de 7 dias de tratamento. No entanto, em alguns protocolos de estabilização rápida, pode-se considerar um curso de 5 a 7 dias, dependendo da evolução clínica e da cessação do sangramento.
Sim. O risco de translocação bacteriana e infecção sistêmica permanece elevado nos dias subsequentes ao episódio de sangramento variceal, tornando a profilaxia indispensável para melhorar o prognóstico.
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