Mordedura de Cão na Face: Profilaxia e Manejo Clínico
HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2025
Enunciado
Menina, de 15 anos de idade, encontra-se de férias na casa dos tios na cidade de São Paulo e foi mordida na face pelo cachorro da prima há aproximadamente 6 horas. O ferimento é puntiforme, mas aparentemente profundo. O cachorro está bem e permanece na casa onde ocorreu o acidente. Os tios da paciente lavaram o ferimento com água e sabão e a levaram ao pronto-socorro para saber o que deveria ser feito. A paciente apresenta deficiência de G6PD e alergia grave, com anafilaxia a amoxicilina. Ela não sabe dizer se o cartão vacinal está atualizado, mas relata que não é vacinada há pelo menos 3 anos.
Qual é a conduta correta para esta paciente?
Alternativas
A) Realizar dose de vacina antitetânica e iniciar antibioticoterapia; uma escolha possível é a associação de levofloxacina e clindamicina.
B) Como ferimento é grave, deve-se iniciar a vacinação para raiva, independentemente do cão ser observável ou não.
C) Como o ferimento é grave, é necessária a vacinação com 0, 3, 7 e 14 dias e realização de infiltração de soro antirrábico no ferimento.
D) Deve-se realizar nova limpeza de ferimento e, dado a alergia a amoxicilina, iniciar antibioticoterapia profilática com sulfametoxazol-trimetoprima.
E) Não há indicação de antibiótico profilático. Caso a paciente evolua com sinais de celulite, deve-se iniciar cefalexina 50mg/kg/dia.
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