SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2022
Um paciente de 18 anos internado para tratamento de meningococcemia estava em uso de ceftriaxone há 3 dias, quando evoluiu com rebaixamento do nível de consciência que exigiu intubação orotraqueal. A médica que realizou o procedimento estava na 20ª semana de gestação e, muito assustada, consultou a comissão de controle de infecção do hospital. Assinale a alternativa CORRETA sobre as medidas profiláticas que devem ser indicadas para essa médica.
Exposição a paciente com meningococcemia em ATB eficaz (>24h) → NÃO há indicação de quimioprofilaxia.
A quimioprofilaxia para contatos de casos de doença meningocócica é indicada para aqueles com exposição próxima e prolongada a secreções respiratórias. No entanto, se o paciente-fonte já está em tratamento com antibiótico eficaz (como ceftriaxone) há mais de 24 horas, ele não é mais considerado infeccioso, e a profilaxia para os contatos não é necessária.
A doença meningocócica, causada pela bactéria Neisseria meningitidis, é uma infecção grave que pode levar a meningite e meningococcemia. A transmissão ocorre por gotículas respiratórias, e a profilaxia pós-exposição é uma medida crucial para prevenir casos secundários em contatos próximos. No entanto, a indicação da profilaxia deve ser criteriosa para evitar o uso desnecessário de antibióticos. A fisiopatologia da transmissão envolve a colonização da nasofaringe e, em alguns indivíduos, a invasão da corrente sanguínea ou do sistema nervoso central. A quimioprofilaxia é recomendada para contatos próximos que tiveram exposição significativa às secreções respiratórias do paciente. É fundamental avaliar o status de infectividade do paciente-fonte: se ele já está em tratamento com antibiótico eficaz (como ceftriaxone, penicilina G ou cloranfenicol) por mais de 24 horas, a eliminação da bactéria da nasofaringe é efetiva, e o risco de transmissão é negligenciável. Os esquemas profiláticos incluem rifampicina, ceftriaxone e ciprofloxacino, com a escolha dependendo de fatores como idade, gestação e interações medicamentosas. Para gestantes, a ceftriaxone é geralmente a opção mais segura. No caso apresentado, como o paciente estava em uso de ceftriaxone há 3 dias, ele já não era mais infeccioso, tornando a profilaxia para a médica desnecessária.
Contatos próximos incluem pessoas que tiveram contato íntimo com as secreções respiratórias do paciente, como moradores da mesma casa, parceiros sexuais, e profissionais de saúde que realizaram procedimentos invasivos sem proteção adequada.
Pacientes com doença meningocócica em uso de antibióticos eficazes (como ceftriaxone, penicilina ou cloranfenicol) por pelo menos 24 horas não são mais considerados transmissores da bactéria, pois a carga bacteriana nas secreções orofaríngeas é significativamente reduzida.
Quando a profilaxia é indicada para gestantes, a ceftriaxona (dose única intramuscular) é a opção preferencial devido ao seu perfil de segurança. A azitromicina também pode ser considerada, enquanto a rifampicina é geralmente evitada no primeiro trimestre.
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