Meningite Meningocócica: Quem Precisa de Profilaxia?

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2024

Enunciado

Mulher de 18 anos apresenta quadro de meningite meningocócica. Nessa situação, qual o membro da equipe hospitalar que tem maior probabilidade de se beneficiar da profilaxia para essa condição?

Alternativas

  1. A) Enfermeira de triagem que fez história por 10 minutos.
  2. B) Enfermeira da equipe que fez observações cinco vezes, cada uma com duração de 5 minutos.
  3. C) Médico que fez anamnese e exame por 20 minutos.
  4. D) Médico que intubou a paciente por 5 minutos.
  5. E) Recepcionista do pronto-socorro que registrou o paciente por 5 minutos.

Pérola Clínica

Meningite meningocócica: profilaxia para contatos íntimos ou exposição direta a secreções respiratórias (ex: intubação).

Resumo-Chave

A profilaxia para meningite meningocócica é indicada para contatos íntimos do paciente, definidos como aqueles com exposição prolongada (geralmente >4 horas) ou direta às secreções respiratórias. O médico que realiza a intubação tem um alto risco de exposição direta, mesmo que por um curto período, e, portanto, se beneficia da profilaxia.

Contexto Educacional

A meningite meningocócica, causada pela bactéria Neisseria meningitidis, é uma doença grave com alto potencial de transmissão por gotículas respiratórias e contato direto com secreções. A profilaxia pós-exposição é uma medida crucial para prevenir casos secundários, especialmente em ambientes fechados e entre contatos próximos. A identificação correta dos indivíduos que se beneficiarão da profilaxia é fundamental para o controle da doença. Os critérios para indicação de profilaxia incluem contatos íntimos e prolongados, bem como aqueles com exposição direta a secreções respiratórias. Contatos íntimos são definidos como pessoas que compartilham o mesmo domicílio, parceiros sexuais, ou que tiveram contato direto com secreções orais (beijo, talheres compartilhados). A exposição prolongada em ambientes fechados (ex: sala de aula, voo longo) também é um critério. Profissionais de saúde geralmente não necessitam de profilaxia, a menos que tenham tido contato direto com secreções respiratórias do paciente (ex: intubação, aspiração de vias aéreas, ressuscitação boca a boca) sem uso de equipamento de proteção individual adequado. No caso da intubação, mesmo que por poucos minutos, o risco de exposição direta a aerossóis e secreções é alto, tornando o médico que realizou o procedimento um candidato prioritário para a quimioprofilaxia. Medicamentos como rifampicina, ceftriaxona ou ciprofloxacino são utilizados para erradicar a colonização nasofaríngea e prevenir a doença invasiva.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para considerar um contato como 'íntimo' e indicar profilaxia para meningite meningocócica?

Um contato íntimo é definido como qualquer pessoa que tenha tido contato direto com as secreções orais/nasais do paciente (beijo, uso de talheres compartilhados) ou exposição prolongada (>4 horas) em ambiente fechado (casa, creche, dormitório, avião) nos 7 dias anteriores ao início dos sintomas.

Por que o médico que intubou a paciente tem maior probabilidade de se beneficiar da profilaxia?

A intubação é um procedimento que gera aerossóis e envolve contato direto com as secreções respiratórias do paciente. Mesmo que por um curto período, essa exposição direta e intensa confere um alto risco de transmissão, justificando a profilaxia para o profissional de saúde.

Quais medicamentos são usados para a quimioprofilaxia da meningite meningocócica?

Os medicamentos mais comumente usados para quimioprofilaxia são rifampicina (oral), ceftriaxona (intramuscular) e ciprofloxacino (oral). A escolha depende da idade, condição do paciente e perfil de resistência local.

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