HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2021
Considerando que um paciente, de 56 anos, que viajará por 20 dias para o interior do Amazonas, que é imunocompetente e sua carteira de vacinação está em dia. A análise do histórico das últimas doses que ele tomou, tem registrado Antitetânica – 2016, Antirrábica – 2010 (pós acidente antirrábico), Febre amarela – 2014. Com base nessas informações, assinale a alternativa que apresenta as recomendações corretas nesse caso:
Viagem para Amazônia → considerar quimioprofilaxia para malária em áreas de alto risco de P. falciparum.
Para viagens a áreas endêmicas de malária, especialmente com risco de Plasmodium falciparum, a quimioprofilaxia é crucial. A vacina de febre amarela, se tomada há mais de 10 anos, pode necessitar de reforço dependendo da área, mas a profilaxia para malária é a mais específica para a região e o risco.
A medicina do viajante é uma área crucial que aborda a prevenção de doenças e a promoção da saúde em indivíduos que se deslocam para diferentes regiões geográficas. No contexto de viagens para o interior do Amazonas, a malária e a febre amarela são as principais preocupações epidemiológicas, exigindo uma avaliação cuidadosa do histórico vacinal e do itinerário do viajante. A profilaxia adequada é fundamental para evitar morbidade e mortalidade. A malária é uma doença parasitária transmitida por mosquitos Anopheles, com Plasmodium falciparum sendo a espécie mais grave. A quimioprofilaxia é uma estratégia eficaz para reduzir o risco de infecção em áreas endêmicas de alto risco. A escolha do medicamento (ex: mefloquina, doxiciclina, atovaquona-proguanil) depende da resistência local e das características individuais do viajante. A febre amarela, por sua vez, é uma doença viral transmitida por mosquitos, prevenível por vacinação, cuja dose única confere proteção duradoura. A avaliação pré-viagem deve incluir a análise da carteira de vacinação, com atenção especial à febre amarela (se a última dose foi há mais de 10 anos, um reforço pode ser considerado em situações específicas, embora a dose única seja geralmente suficiente para a vida toda), tétano (reforço a cada 10 anos) e outras vacinas de rotina. A quimioprofilaxia para malária deve ser discutida para viagens a áreas de alto risco, considerando o tipo de Plasmodium predominante e a duração da estadia. A educação sobre medidas de proteção individual contra picadas de mosquitos também é vital.
As principais recomendações incluem a vacinação contra febre amarela (se não atualizada ou se a última dose foi há mais de 10 anos), e a quimioprofilaxia para malária, especialmente se a viagem for para áreas de alto risco de transmissão de Plasmodium falciparum.
A quimioprofilaxia para malária é indicada para viajantes que se dirigem a áreas de alto risco de transmissão, como certas regiões do interior do Amazonas, especialmente onde há predominância de Plasmodium falciparum, e a duração da exposição é significativa.
A dose única da vacina de febre amarela confere proteção por toda a vida para a maioria das pessoas. No entanto, para viagens a áreas de alto risco ou para indivíduos com histórico de vacinação há mais de 10 anos, um reforço pode ser considerado, embora não seja rotineiramente recomendado para todos.
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