INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2013
Homem com 29 anos de idade reside em cidade de grande porte da região Sudeste, onde trabalha como administrador de empresas. No próximo final de semana, vai viajar para um município da região Norte. Preocupado com as informações sobre a ocorrência de malária na região, procurou a Unidade Básica de Saúde para receber orientações quanto à profilaxia da malária. Na consulta com o médico, não relatou nenhum problema de saúde e informou que iria permanecer no município por dez dias. O médico da Unidade Básica de Saúde explicou a ele a forma de transmissão da malária, os sintomas da doença e orientou quanto à profilaxia. A orientação adequada a esse usuário é:
Malária no Brasil → Quimioprofilaxia NÃO recomendada; focar em proteção individual e diagnóstico precoce.
Devido ao risco de efeitos colaterais e resistência, o Ministério da Saúde do Brasil recomenda apenas medidas de barreira e diagnóstico precoce, não quimioprofilaxia para viajantes internos.
A malária continua sendo um desafio de saúde pública no Brasil, concentrada principalmente na região amazônica. A estratégia de controle baseia-se no diagnóstico oportuno e tratamento adequado para interromper a cadeia de transmissão. Para o viajante, a educação em saúde é a ferramenta mais poderosa. Diferente de recomendações para viajantes internacionais em certas regiões da África, no Brasil a ênfase é total na prevenção da picada do mosquito Anopheles. O médico deve orientar sobre o uso correto de repelentes e a importância de buscar uma Unidade de Saúde ao primeiro sinal de febre, já que o tratamento para malária no Brasil é gratuito e exclusivo do SUS, sendo altamente eficaz quando iniciado precocemente.
O Ministério da Saúde do Brasil não recomenda a quimioprofilaxia para viajantes em áreas endêmicas nacionais devido à baixa eficácia das drogas disponíveis contra as cepas locais de Plasmodium falciparum (resistência), ao risco de efeitos colaterais graves e à possibilidade de mascarar sintomas, retardando o diagnóstico de uma infecção grave.
As medidas incluem o uso de repelentes (DEET, Icaridina ou IR3535), uso de roupas claras de mangas longas e calças, instalação de telas em portas e janelas, uso de mosquiteiros impregnados com inseticidas e evitar exposição em horários de maior atividade do mosquito Anopheles (crepúsculo e amanhecer).
Qualquer pessoa que apresente febre durante ou após a viagem para área endêmica de malária deve procurar assistência médica imediatamente e informar sobre o histórico de viagem. O diagnóstico padrão-ouro é a gota espessa, e o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível para evitar complicações.
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