HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2025
Mulher, de 32 anos de idade, comparece ao ambulatório, pois está preocupada que talvez precise fazer profilaxia para leptospirose. Ela relata que a sua casa foi inundada por enchentes há três dias, sendo que ela ficou em contato com a água até metade da coxa por cerca de duas horas. Não ingeriu água da enchente. Negou ter ferimentos ou lesões de pele em membros inferiores no momento do contato. Qual é a orientação que deve ser dada à paciente quanto à antibioticoterapia profilática neste caso?
Profilaxia para leptospirose SÓ indicada em exposição de ALTO RISCO (contato prolongado + lesão de pele).
A profilaxia antibiótica para leptospirose não é universalmente indicada após contato com água de enchente. Ela é reservada para situações de alto risco, como contato prolongado (mais de 4 horas) com água contaminada e presença de lesões de pele, ou para grupos específicos de risco. A ausência de ferimentos e o tempo de exposição limitado reduzem significativamente o risco.
A leptospirose é uma zoonose bacteriana causada por espiroquetas do gênero *Leptospira*, transmitida principalmente pelo contato com água ou solo contaminados pela urina de animais infectados, especialmente roedores. É uma preocupação significativa após enchentes, devido à disseminação da bactéria em ambientes urbanos. A profilaxia antibiótica é um tema controverso e não é recomendada para todos os expostos. A fisiopatologia da infecção ocorre pela penetração da bactéria através de lesões na pele ou mucosas. O risco de infecção é diretamente proporcional ao tempo e intensidade da exposição, e à presença de portas de entrada (ferimentos). A paciente do caso teve contato por duas horas e negou ferimentos, o que a coloca em um perfil de baixo risco para a necessidade de profilaxia. A orientação atual do Ministério da Saúde e de diversas diretrizes internacionais é que a profilaxia com doxiciclina seja reservada para situações de alto risco, como contato prolongado (mais de 4 horas) com água ou lama contaminada e presença de lesões de pele, ou para grupos específicos de risco, como profissionais de resgate. Para a maioria dos indivíduos expostos a enchentes sem esses fatores de risco, a conduta é a observação e a orientação sobre os sintomas da doença, buscando atendimento médico caso surjam sinais de infecção. A profilaxia indiscriminada pode levar a efeitos adversos e ao desenvolvimento de resistência antimicrobiana.
A profilaxia é indicada para indivíduos com exposição de alto risco, como contato prolongado (mais de 4 horas) com água ou lama contaminada, especialmente se houver lesões de pele, ou para equipes de resgate e limpeza que atuam em áreas de risco.
A doxiciclina é o antibiótico de escolha para a profilaxia da leptospirose, geralmente em dose única ou por um curto período, dependendo do protocolo e do nível de exposição.
Os sintomas iniciais incluem febre alta, dor de cabeça, dores musculares (especialmente nas panturrilhas), calafrios, náuseas e vômitos. Em casos graves, pode evoluir para icterícia, insuficiência renal e hemorragias.
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