Profilaxia de ISTs Pós-Violência Sexual: Guia Essencial

FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2021

Enunciado

Determinada paciente de 18 anos de idade estava dirigindo-se à faculdade quando foi abordada por dois homens desconhecidos que a arrastaram para uma construção abandonada e forçaram-na a manter relações sexuais com eles, havendo penetração vaginal e anal sem uso de preservativo. A paciente procurou imediatamente auxílio médico, com várias escoriações no corpo, equimoses em tronco e períneo, sangramento e lacerações vaginais. Considerando o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) do Ministério da Saúde (2015), para a profilaxia das IST não virais nessa paciente, deve-se indicar, como primeiras escolhas, penicilina G benzatina,

Alternativas

  1. A) Ciprofloxacino, doxiciclina e metronidazol.
  2. B) Ceftriaxone, azitromicina e metronidazol.
  3. C) Ciprofloxacino, azitromicina e metronidazol.
  4. D) Doxiciclina, metronidazol e ciprofloxacino.
  5. E) Ceftriaxone, doxiciclina e metronidazol.

Pérola Clínica

Violência sexual → Profilaxia ISTs não virais: Ceftriaxone + Azitromicina + Metronidazol + Penicilina G benzatina.

Resumo-Chave

A profilaxia de ISTs não virais após violência sexual é crucial e deve ser iniciada o mais rápido possível. O esquema abrange os principais agentes bacterianos e protozoários, como Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis, Trichomonas vaginalis e Treponema pallidum, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.

Contexto Educacional

O atendimento à vítima de violência sexual é uma emergência médica que exige uma abordagem multidisciplinar e humanizada. Um dos pilares desse atendimento é a profilaxia de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), tanto virais (HIV, hepatites) quanto não virais (sífilis, gonorreia, clamídia, tricomoníase). A rapidez na administração dos medicamentos é crucial para a eficácia da prevenção, sendo ideal que ocorra nas primeiras 72 horas após o evento. Este protocolo visa minimizar os riscos de sequelas infecciosas para a vítima. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de IST do Ministério da Saúde orienta o esquema de profilaxia para ISTs não virais. Para sífilis, utiliza-se Penicilina G benzatina. Para gonorreia, Ceftriaxone é a escolha. A clamídia é coberta pela Azitromicina, e a tricomoníase pelo Metronidazol. É fundamental que o profissional de saúde esteja atualizado com essas diretrizes para garantir o manejo adequado e completo da paciente. Além da profilaxia das ISTs, o atendimento deve incluir contracepção de emergência, profilaxia de HIV e hepatite B, avaliação e tratamento de lesões físicas, e suporte psicossocial. A abordagem integral é essencial para a recuperação da vítima, e a correta administração da profilaxia de ISTs é um componente vital para evitar complicações de saúde a longo prazo.

Perguntas Frequentes

Quais são as ISTs não virais que devem ser profilaticamente tratadas após violência sexual?

As principais ISTs não virais a serem profilaticamente tratadas são gonorreia, clamídia, sífilis e tricomoníase. O esquema terapêutico visa cobrir esses patógenos comuns em casos de violência sexual.

Qual é o esquema de primeira escolha para profilaxia de ISTs não virais após violência sexual?

O esquema de primeira escolha, conforme o PCDT do Ministério da Saúde, inclui Penicilina G benzatina (para sífilis), Ceftriaxone (para gonorreia), Azitromicina (para clamídia) e Metronidazol (para tricomoníase).

Por que a profilaxia deve ser iniciada imediatamente após a violência sexual?

A profilaxia deve ser iniciada o mais rápido possível, idealmente nas primeiras 72 horas, para maximizar a eficácia na prevenção da infecção. O atraso no tratamento pode reduzir significativamente a sua efetividade.

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