Violência Sexual: Profilaxia de ISTs Não Virais em Adultos

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020

Enunciado

O esquema de medicamentos indicados para a profilaxia de IST não virais em uma mulher adulta vítima de violência sexual é:

Alternativas

  1. A) Penicilina G Benzatina 2.400.000 U IM em dose única + Metronidazol 2g dose única + Azitromicina 1 g dose única+ Ceftriaxone 500 mg IM dose única;
  2. B) Penicilina G Benzatina 2.400.000 U IM por semana durante três semanas + Metronidazol 2g dose única + Azitromicina 1 g dose única + Ceftriaxone 500 mg IM dose única;
  3. C) Penicilina G Benzatina 2.400.000 U IM por semana durante três semanas + Metronidazol 2g dose única + Azitromicina 1 g dose única + Ceftriaxone 1g mg IM dose única;
  4. D) Penicilina G Benzatina 2.400.000 U IM em dose única + Metronidazol 2g dose única + Azitromicina 1 g dose única + Ceftriaxone 1g IM dose única;
  5. E) Penicilina G Benzatina 2.400.000 U IM dose única + Metronidazol 1g dose única + Azitromicina 1 g dose única + Ceftriaxone 500 mg IM dose única;

Pérola Clínica

Violência sexual: profilaxia IST não virais = Penicilina G Benzatina + Metronidazol 1g + Azitromicina + Ceftriaxone.

Resumo-Chave

A profilaxia pós-exposição para ISTs não virais em vítimas de violência sexual é crucial e deve ser administrada o mais rápido possível, visando cobrir sífilis, gonorreia, clamídia e tricomoníase/vaginose bacteriana.

Contexto Educacional

A profilaxia de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) não virais em vítimas de violência sexual é um componente crítico do atendimento integral, visando prevenir a aquisição de sífilis, gonorreia, clamídia e tricomoníase. A administração deve ser realizada o mais precocemente possível, idealmente nas primeiras 72 horas após o evento, para maximizar a eficácia. Este protocolo faz parte de um conjunto de medidas que incluem também a profilaxia para HIV e hepatite B, além da anticoncepção de emergência. O esquema medicamentoso padrão para ISTs não virais geralmente inclui Penicilina G Benzatina para sífilis, Ceftriaxone para gonorreia, Azitromicina para clamídia e Metronidazol para tricomoníase/vaginose bacteriana. As doses e vias de administração são padronizadas para garantir a cobertura adequada e a adesão ao tratamento, considerando a vulnerabilidade da paciente e a necessidade de um esquema de dose única. É fundamental que os profissionais de saúde estejam familiarizados com este protocolo, pois a correta e rápida intervenção pode mitigar as consequências físicas e psicossociais da violência sexual. A atenção deve ser humanizada e multidisciplinar, abrangendo não apenas a profilaxia, mas também o suporte psicológico e social.

Perguntas Frequentes

Quais ISTs são cobertas pela profilaxia pós-exposição à violência sexual?

A profilaxia pós-exposição à violência sexual visa cobrir as principais ISTs não virais: sífilis, gonorreia, clamídia e tricomoníase/vaginose bacteriana, utilizando um esquema de antibióticos de amplo espectro.

Qual a importância da profilaxia imediata após violência sexual?

A profilaxia imediata é crucial para maximizar a eficácia na prevenção da aquisição de ISTs e gravidez indesejada. Idealmente, deve ser administrada nas primeiras 72 horas após o evento para melhores resultados.

Existem diferenças nas doses dos medicamentos para profilaxia de ISTs em adultos?

Sim, as doses são padronizadas para garantir a cobertura adequada. O esquema inclui Penicilina G Benzatina 2.400.000 UI IM, Ceftriaxone 500 mg IM, Azitromicina 1 g VO e Metronidazol 1g VO (conforme gabarito da questão).

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