INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
Identificada estreptococia do grupo B (GBS) em gestante, pode-se afirmar que está indicada profilaxia intraparto quando:
GBS positivo (35-37 sem) ou fatores de risco intraparto → profilaxia ATB para prevenir sepse neonatal.
A profilaxia intraparto para Estreptococo do Grupo B (GBS) é crucial para prevenir a sepse neonatal precoce. A principal indicação é o rastreamento vaginorretal positivo entre 35 e 37 semanas de gestação, independentemente de outros fatores de risco.
A infecção por Estreptococo do Grupo B (GBS), ou Streptococcus agalactiae, é a principal causa de sepse neonatal precoce, uma condição grave que pode levar a morbidade e mortalidade significativas em recém-nascidos. A profilaxia intraparto com antibióticos é a estratégia mais eficaz para prevenir a transmissão vertical do GBS da mãe para o bebê durante o parto. A indicação primária para a profilaxia intraparto é o rastreamento positivo para GBS em cultura de swab vaginorretal, realizada entre 35 e 37 semanas de gestação. Este rastreamento permite identificar as gestantes colonizadas que, sem intervenção, teriam um risco aumentado de transmitir a bactéria ao feto. Outras indicações incluem bacteriúria por GBS em qualquer momento da gestação, histórico de filho anterior com doença invasiva por GBS, e fatores de risco intraparto como trabalho de parto prematuro, ruptura prolongada de membranas (>18 horas) ou febre intraparto (>38°C), mesmo com cultura negativa ou desconhecida. É importante ressaltar que a profilaxia não é indicada em casos de cesariana eletiva realizada antes do início do trabalho de parto e com membranas íntegras, pois o risco de transmissão vertical é mínimo. A penicilina cristalina intravenosa é o antibiótico de escolha para a profilaxia, com ampicilina como alternativa. O conhecimento dessas diretrizes é fundamental para residentes e obstetras, garantindo a segurança do binômio mãe-bebê e a prevenção de complicações neonatais graves.
O rastreamento para GBS é recomendado para todas as gestantes entre 35 e 37 semanas de gravidez, através de cultura de swab vaginorretal, para identificar colonização e indicar profilaxia se necessário.
Além da cultura positiva, fatores de risco incluem trabalho de parto prematuro, ruptura prolongada de membranas (>18h), febre intraparto (>38°C) e histórico de filho anterior com doença invasiva por GBS.
A penicilina cristalina intravenosa é o antibiótico de escolha. Em caso de alergia à penicilina, a ampicilina é uma alternativa, e em casos de alergia grave, cefazolina, clindamicina ou vancomicina podem ser consideradas, dependendo do perfil de sensibilidade.
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