SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2019
Gustavo, 1 ano e 9 meses, foi diagnosticado com Síndrome Gripal Aguda (SGA) e iniciada tratamento com oseltamivir. A tia de Gustavo, Ana, está grávida e mora com eles, bem como sua irmãzinha, Joana, de 6 meses e seu avô Rogério de 65 anos. Quanto a profilaxia dos contactantes, o Ministério da Saúde recomenda que Gustavo fique em casa até que todos os seus sintomas desapareçam e que
Contactantes de caso de SGA em tratamento → apenas seguimento clínico, sem profilaxia antiviral de rotina.
A profilaxia antiviral com oseltamivir para contactantes de casos de Síndrome Gripal Aguda (SGA) não é recomendada de rotina pelo Ministério da Saúde, mesmo para grupos de risco (gestantes, idosos, lactentes). A conduta padrão é o seguimento clínico vigilante.
A influenza, ou gripe, é uma infecção respiratória aguda de alta transmissibilidade, que pode levar a complicações graves, especialmente em grupos de risco. O oseltamivir é um antiviral eficaz no tratamento da influenza, mas sua indicação para profilaxia em contactantes é mais restrita e deve seguir as diretrizes oficiais, como as do Ministério da Saúde. É fundamental que residentes compreendam essas recomendações para evitar o uso inadequado de antivirais. Os grupos de risco para complicações da influenza incluem crianças pequenas (especialmente lactentes), gestantes, idosos e indivíduos com comorbidades. Embora esses grupos tenham maior risco de desenvolver formas graves da doença, a profilaxia antiviral para contactantes domiciliares não é uma recomendação universal. O tratamento com oseltamivir é indicado para casos confirmados ou suspeitos de influenza em indivíduos com Síndrome Gripal (SG) ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) que pertençam a esses grupos de risco. Para contactantes de casos de influenza em ambiente domiciliar, a recomendação do Ministério da Saúde é o seguimento clínico vigilante. Isso significa orientar os contactantes sobre os sintomas da gripe e a importância de procurar atendimento médico caso desenvolvam a doença, permitindo o início precoce do tratamento se necessário. A profilaxia antiviral pode ser considerada em situações muito específicas, como surtos em instituições fechadas ou para contactantes imunocomprometidos, mas não é a regra para o contato familiar rotineiro.
A profilaxia antiviral com oseltamivir é geralmente reservada para situações de alto risco, como surtos em instituições fechadas ou para contactantes imunocomprometidos, e não é recomendada de rotina para contatos domiciliares.
Os grupos de risco incluem crianças menores de 5 anos (especialmente menores de 2), gestantes, puérperas, idosos (>60 anos), imunocomprometidos e indivíduos com doenças crônicas (respiratórias, cardíacas, renais, hepáticas, neurológicas, diabetes, obesidade mórbida).
A conduta recomendada para contactantes domiciliares, mesmo os de grupos de risco, é o seguimento clínico vigilante, orientando sobre os sinais de alerta e a busca por atendimento médico em caso de surgimento de sintomas.
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