HIV: Profilaxia e Suspensão de Infecções Oportunistas

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020

Enunciado

Sobre profilaxia de infecções oportunistas no paciente infectado pelo HIV é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) A profilaxia para Pneumocystis jiroveci não deve ser implementada nos pacientes portadores de HIV com candidíase orofarígea e/ou naqueles com a contagem de células T CD4 for = 250/µL.
  2. B) A profilaxia para tuberculose deve ser feitas apenas em pacientes portadores de HIV com tosse há mais de 3 semanas com teste cutâneo (PPD > 10mm.
  3. C) A profilaxia de herpes zoster deve ser feita para todos os pacientes portadores de HIV através da vacinação.
  4. D) A profilaxia para Cryptococcus neoformans deve ser para toda a vida nos pacientes portadores de HIV com história prévia comprovada de infecção.
  5. E) A profilaxia para citomegalovírus (CMV pode ser suspensa nos pacientes portadores de HIV se a contagem de células T CD4 for = 100/µL há 6 meses e não houver indício de doença em atividade causada pelo CMV.

Pérola Clínica

Profilaxia CMV em HIV → suspender se CD4 ≥ 100/µL por ≥ 6 meses e sem doença ativa.

Resumo-Chave

A profilaxia para infecções oportunistas em pacientes com HIV é crucial e sua suspensão depende da recuperação imunológica, geralmente avaliada pela contagem de CD4 e carga viral. Para CMV, a suspensão é possível com CD4 ≥ 100/µL por 6 meses e ausência de doença.

Contexto Educacional

Pacientes infectados pelo HIV são suscetíveis a diversas infecções oportunistas devido à imunossupressão progressiva, especialmente quando a contagem de linfócitos T CD4 cai abaixo de certos níveis. A profilaxia primária e secundária dessas infecções é um pilar fundamental no manejo do HIV, visando prevenir a morbidade e mortalidade associadas. A introdução da Terapia Antirretroviral (TARV) revolucionou o tratamento do HIV, permitindo a reconstituição imunológica e, consequentemente, a possibilidade de suspender muitas profilaxias. A decisão de suspender uma profilaxia é baseada em critérios rigorosos, principalmente a contagem de CD4 e a ausência de doença ativa. Para o Citomegalovírus (CMV), por exemplo, a profilaxia pode ser descontinuada quando o CD4 atinge ≥ 100/µL por um período mínimo de 6 meses, na ausência de doença ativa por CMV. É crucial que o residente compreenda os limiares de CD4 para cada profilaxia (ex: Pneumocystis jiroveci <200, Toxoplasmose <100, MAC <50) e os critérios para sua suspensão. A profilaxia para tuberculose, por sua vez, tem indicações específicas que não se limitam apenas ao PPD positivo ou tosse prolongada, mas também ao contato com casos bacilíferos e outras condições. O manejo adequado dessas profilaxias é vital para a qualidade de vida e sobrevida dos pacientes com HIV.

Perguntas Frequentes

Quando a profilaxia para infecções oportunistas em HIV pode ser suspensa?

A suspensão da profilaxia para infecções oportunistas em pacientes com HIV geralmente ocorre após a recuperação imunológica sustentada, definida por uma contagem de CD4 acima de um limiar específico por um período determinado, e carga viral indetectável.

Qual o critério para suspender a profilaxia de CMV em pacientes com HIV?

A profilaxia para CMV pode ser suspensa em pacientes com HIV se a contagem de células T CD4 for igual ou superior a 100/µL por pelo menos 6 meses e não houver evidência de doença ativa causada pelo CMV.

Quais são as principais infecções oportunistas que requerem profilaxia em pacientes com HIV?

As principais infecções oportunistas que requerem profilaxia incluem Pneumocystis jiroveci, Toxoplasma gondii, Mycobacterium avium complex (MAC) e, em casos específicos, Cryptococcus neoformans e Citomegalovírus (CMV).

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