Infecções Oportunistas em AIDS: Profilaxia e CD4

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020

Enunciado

Sobre infecções oportunistas no paciente adulto com AIDS (AcquiredImmunodeficiencySyndrome⁴), assinale a correta.

Alternativas

  1. A) A profilaxia secundária para pneumocistose com sulfametoxazol-trimetoprim pode ser descontinuada após aumento de linfócito T CD4 para acima de 200 células/mm³, por pelo menos três meses.
  2. B) Doença disseminada pelo complexo Mycobacterium avium tipicamente ocorre em pacientes com contagem de linfócitos T CD4 menor ou igual a 100 células/mm³. Para esses pacientes está indicado profilaxia com Azitromicina.
  3. C) O uso de corticoides como terapia adjunta para pneumocistose está fortemente contraindicado pelo risco de disseminação da doença.
  4. D) A neurotoxoplasmose no paciente com AIDS é uma doença de reativação e, portanto, a presença de Imunoglobulina (IgM) sérica anti-toxoplasma é fundamental para seu diagnóstico.

Pérola Clínica

Profilaxia secundária para PJP pode ser descontinuada se CD4 > 200 células/mm³ por ≥ 3 meses.

Resumo-Chave

A descontinuação da profilaxia secundária para Pneumocystis jirovecii pneumonia (PJP) em pacientes com AIDS é segura e recomendada quando há reconstituição imune, definida por uma contagem de linfócitos T CD4 acima de 200 células/mm³ mantida por pelo menos três meses, devido ao tratamento antirretroviral eficaz.

Contexto Educacional

As infecções oportunistas são uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes com Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS). A terapia antirretroviral (TARV) revolucionou o manejo da AIDS, permitindo a reconstituição imune e, consequentemente, a descontinuação de muitas profilaxias para infecções oportunistas. O monitoramento da contagem de linfócitos T CD4 é crucial para guiar essas decisões. A profilaxia secundária para Pneumocystis jirovecii pneumonia (PJP), uma das infecções oportunistas mais comuns e graves, é tipicamente realizada com sulfametoxazol-trimetoprim. A descontinuação dessa profilaxia é segura e recomendada quando a contagem de CD4 se eleva para acima de 200 células/mm³ e se mantém nesse nível por pelo menos três meses, indicando uma melhora significativa da imunidade. Outras infecções oportunistas importantes incluem o complexo Mycobacterium avium (MAC), que tipicamente ocorre em pacientes com CD4 < 50 células/mm³ e para o qual a profilaxia primária com azitromicina é indicada. A neurotoxoplasmose, por sua vez, é uma doença de reativação em pacientes com AIDS e CD4 baixo, e o diagnóstico não depende da presença de IgM sérica (que indica infecção aguda), mas sim de IgG positiva e achados clínicos/radiológicos compatíveis. O uso de corticoides adjuntos na PJP grave é benéfico e não contraindicado.

Perguntas Frequentes

Quando a profilaxia secundária para PJP pode ser descontinuada em pacientes com AIDS?

A profilaxia secundária para Pneumocystis jirovecii pneumonia (PJP) pode ser descontinuada quando a contagem de linfócitos T CD4 do paciente se mantém acima de 200 células/mm³ por pelo menos três meses, em resposta à terapia antirretroviral eficaz.

Qual a indicação para profilaxia primária contra o complexo Mycobacterium avium (MAC)?

A profilaxia primária para MAC é indicada em pacientes com AIDS que apresentam contagem de linfócitos T CD4 menor que 50 células/mm³. A azitromicina é a droga de escolha para essa profilaxia.

Como o uso de corticoides afeta o tratamento da pneumocistose em pacientes com AIDS?

O uso de corticoides como terapia adjunta é indicado em casos de pneumocistose moderada a grave (PaO2 < 70 mmHg ou gradiente alvéolo-arterial > 35 mmHg), pois reduz a mortalidade. Não está contraindicado e não aumenta o risco de disseminação da doença quando usado apropriadamente.

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