UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
O manejo da prevenção da infecção do sítio cirúrgico (ISC) leva em consideração fatores de risco e conhecimento acerca do patógeno, além da escolha de antibiótico ideal, de maior eficácia, com espectro de ação mais estreito. Considerando essa informação, assinale a alternativa correta.
Cefalosporinas são betalactâmicos bactericidas, essenciais na profilaxia de ISC, agindo na parede celular bacteriana.
A profilaxia antibiótica em cirurgia visa reduzir a incidência de infecção do sítio cirúrgico (ISC) e deve ser administrada no momento correto (indução anestésica) e pelo tempo adequado (geralmente dose única ou até 24h). As cefalosporinas são frequentemente escolhidas por seu espectro e mecanismo de ação bactericida na parede celular.
A prevenção da infecção do sítio cirúrgico (ISC) é um pilar fundamental da segurança do paciente em cirurgia, impactando diretamente a morbidade, mortalidade e custos hospitalares. A profilaxia antibiótica cirúrgica, quando bem indicada e executada, é uma das estratégias mais eficazes. Ela se baseia no conhecimento dos fatores de risco do paciente e do procedimento, bem como da microbiologia esperada para cada tipo de cirurgia. A escolha do antibiótico deve considerar o espectro de ação mais estreito possível para cobrir os patógenos mais prováveis, minimizando a pressão seletiva para resistência. As cefalosporinas de primeira e segunda geração são frequentemente empregadas devido à sua eficácia contra bactérias Gram-positivas (como Staphylococcus aureus) e algumas Gram-negativas, e seu mecanismo de ação bactericida pela inibição da síntese da parede celular. A administração deve ocorrer no momento certo, geralmente na indução anestésica, para garantir níveis teciduais adequados durante a incisão. A duração da profilaxia é outro ponto crítico. Diretrizes atuais recomendam dose única ou, no máximo, até 24 horas para a maioria das cirurgias. A manutenção prolongada do antibiótico no pós-operatório não confere benefício adicional na prevenção da ISC e aumenta o risco de efeitos adversos, como colite por Clostridioides difficile, e o desenvolvimento de resistência antimicrobiana. Fatores de risco do paciente, como diabetes, obesidade e desnutrição, devem ser otimizados no pré-operatório, mas não justificam a extensão da profilaxia antibiótica além do recomendado.
A profilaxia antibiótica deve ser administrada na indução anestésica, geralmente 30 a 60 minutos antes da incisão cirúrgica. Isso garante que o antibiótico atinja níveis teciduais terapêuticos no momento da contaminação potencial.
As cefalosporinas são antibióticos betalactâmicos de amplo espectro, eficazes contra muitos patógenos comuns em infecções cirúrgicas, como Staphylococcus aureus e bactérias Gram-negativas. Elas atuam inibindo a síntese da parede celular bacteriana, resultando em efeito bactericida.
A escolha do antibiótico depende do tipo de cirurgia, dos patógenos esperados e do perfil de resistência local. A duração ideal é geralmente uma dose única ou até 24 horas, sendo prolongada apenas em casos específicos de cirurgias de alto risco ou contaminação estabelecida, o que já seria tratamento e não profilaxia.
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