HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2021
Observe a tabela abaixo: A Profilaxia deve ser empregada nos casos:
Profilaxia ATB cirúrgica: essencial em cirurgias limpas-contaminadas ou pacientes com fatores de risco.
A profilaxia antibiótica cirúrgica visa reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico, sendo crucial em procedimentos com maior potencial de contaminação ou em pacientes com comorbidades que aumentam a suscetibilidade a infecções. A escolha do antibiótico e o momento da administração são fundamentais para sua eficácia.
A profilaxia de infecção de sítio cirúrgico (ISC) é uma das medidas mais eficazes para reduzir a morbidade e mortalidade pós-operatória. As ISCs representam uma parcela significativa das infecções relacionadas à assistência à saúde, impactando negativamente a recuperação do paciente e os custos hospitalares. A compreensão das indicações e da técnica correta de profilaxia é fundamental para todos os profissionais de saúde envolvidos em procedimentos cirúrgicos. A decisão de empregar a antibioticoprofilaxia baseia-se na classificação da ferida cirúrgica (limpa, limpa-contaminada, contaminada, infectada) e nos fatores de risco do paciente. Cirurgias limpas-contaminadas, que envolvem a abertura de vísceras ocas sob condições controladas, são as principais candidatas. Fatores como idade avançada, diabetes, obesidade, imunossupressão e desnutrição aumentam a suscetibilidade do paciente à infecção, reforçando a necessidade de profilaxia. O sucesso da profilaxia depende da escolha do antibiótico adequado (espectro contra patógenos esperados), da dose correta e, crucialmente, do momento da administração. O antibiótico deve ser infundido para que atinja concentrações teciduais terapêuticas no momento da incisão. A manutenção da profilaxia por mais de 24 horas pós-cirurgia é raramente indicada e deve ser evitada para prevenir a seleção de bactérias resistentes.
A antibioticoprofilaxia cirúrgica é indicada principalmente em cirurgias limpas-contaminadas, cirurgias limpas com implante de prótese ou em pacientes com fatores de risco significativos para infecção, como imunossupressão ou diabetes descompensado.
O antibiótico deve ser administrado na dose correta, por via intravenosa, 30 a 60 minutos antes da incisão cirúrgica, para que atinja níveis teciduais terapêuticos no momento da contaminação.
Na maioria dos casos, a profilaxia antibiótica não deve ser prolongada por mais de 24 horas após a cirurgia, pois não há benefício adicional e aumenta o risco de resistência antimicrobiana e efeitos adversos.
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