Profilaxia HIV em RN Exposto: Guia para Residentes

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2024

Enunciado

Recém-nascido de parto normal; 39 semanas e 2 dias; PN: 2.980 g; PC: 34 cm; Apgar 9/9; exposto ao HIV. A mãe iniciou terapia antirretroviral (TARV) com 29 semanas de gestação, sem falha na adesão aos medicamentos e carga viral do HIV indetectável na 35ª semana. Entre as opções de profilaxia abaixo, a mais adequada para esse recém-nascido é:

Alternativas

  1. A) Nevirapina e ritonavir no momento do parto.
  2. B) Raltegravir, Nevirapina e ritonavir na 1ª hora de vida.
  3. C) Zidovudina e Abacavir até 2 horas de vida.
  4. D) Zidovudina durante os primeiros 28 dias.
  5. E) Zidovudina, Lamivudina e Raltegravir em até 4 horas de vida.

Pérola Clínica

RN exposto HIV, mãe com TARV e CV indetectável → Zidovudina, Lamivudina e Raltegravir por 4 semanas.

Resumo-Chave

Para RN exposto ao HIV de mãe com TARV e carga viral indetectável na 35ª semana, a profilaxia mais adequada é um esquema combinado com Zidovudina, Lamivudina e Raltegravir por 4 semanas, iniciado o mais precocemente possível (idealmente nas primeiras 4 horas de vida), visando reduzir o risco de transmissão vertical.

Contexto Educacional

A profilaxia da transmissão vertical do HIV é um pilar fundamental na saúde materno-infantil, visando reduzir a infecção em recém-nascidos de mães soropositivas. O sucesso dessa profilaxia depende de múltiplos fatores, incluindo o início precoce da terapia antirretroviral (TARV) na gestante, a adesão ao tratamento e a obtenção de carga viral indetectável, especialmente no terceiro trimestre da gestação. Para o recém-nascido exposto ao HIV, a escolha do esquema de profilaxia antirretroviral (ARV) é crucial e baseia-se no risco de transmissão vertical, que é estratificado conforme a situação clínica da mãe (uso de TARV, carga viral, tipo de parto). Em casos de gestantes que iniciaram TARV tardiamente (após 28 semanas), ou que não tiveram carga viral indetectável, ou com dúvidas sobre a adesão, o risco é considerado maior. As diretrizes atuais do Ministério da Saúde recomendam um esquema combinado para recém-nascidos de mães com risco intermediário ou alto de transmissão. A opção E, 'Zidovudina, Lamivudina e Raltegravir em até 4 horas de vida', reflete um esquema de profilaxia estendida e mais potente, indicado para situações onde, apesar da carga viral indetectável na 35ª semana, houve um início tardio da TARV (29 semanas) ou outras condições que aumentam o risco residual. A Zidovudina é a base da profilaxia, mas a adição de outros ARVs como Lamivudina e Raltegravir confere maior proteção, sendo administrados por 28 dias.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da carga viral indetectável na gestante para a profilaxia do RN?

A carga viral indetectável na gestante, especialmente no terceiro trimestre, reduz drasticamente o risco de transmissão vertical do HIV, permitindo um esquema de profilaxia mais otimizado para o recém-nascido.

Quando deve ser iniciada a profilaxia antirretroviral no recém-nascido exposto ao HIV?

A profilaxia deve ser iniciada o mais precocemente possível, idealmente nas primeiras 2-4 horas de vida, para maximizar sua eficácia na prevenção da transmissão vertical do HIV.

Quais são os componentes do esquema de profilaxia para RN de alto risco de transmissão vertical?

Para RN de alto risco, as diretrizes atuais recomendam um esquema combinado que geralmente inclui Zidovudina, Lamivudina e Raltegravir, administrados por 4 semanas, ajustado conforme a situação da mãe.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo