HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2022
Recém-nascido de parto vaginal, filho de mãe HIV positivo há 5 anos, apresenta peso ao nascer de 3.247 g, Apgar de 1’ e 5’: 7 e 9 respectivamente e Capurro: 39 semanas e 2/7. A mãe fez uso correto de terapia antirretroviral durante toda a gestação e tem carga viral indetectável do 3º trimestre. Entre os esquemas profiláticos seguintes, o mais adequado para esse recém-nascido, a ser prescrito preferencialmente até 4 horas de vida é:
RN de mãe HIV com CV indetectável e TARV adequada → Zidovudina por 28 dias.
Em recém-nascidos expostos ao HIV de mães com carga viral indetectável no terceiro trimestre e uso adequado de TARV durante a gestação, a profilaxia mais indicada é a Zidovudina (AZT) em monoterapia por 28 dias, iniciada preferencialmente nas primeiras 4 horas de vida.
A transmissão vertical do HIV, da mãe para o filho, é uma preocupação significativa em saúde pública, mas pode ser drasticamente reduzida com intervenções adequadas. A profilaxia do HIV em recém-nascidos expostos é um componente crítico do manejo perinatal, visando prevenir a infecção nos primeiros dias de vida. A epidemiologia mostra que a taxa de transmissão vertical pode ser reduzida de 25-30% para menos de 1% com as medidas corretas. A fisiopatologia da transmissão vertical ocorre principalmente durante o parto, mas também pode ocorrer intraútero ou pela amamentação. A terapia antirretroviral (TARV) materna durante a gestação e o controle da carga viral são os pilares da prevenção. Quando a mãe utiliza TARV corretamente e mantém carga viral indetectável no terceiro trimestre, o risco de transmissão é muito baixo. Nesses casos de baixo risco (mãe com carga viral indetectável e TARV adequada), o esquema profilático mais adequado para o recém-nascido é a monoterapia com Zidovudina (AZT) por 28 dias, iniciada preferencialmente nas primeiras 4 horas de vida. A amamentação é contraindicada. O prognóstico para esses RNs é excelente, com a maioria não sendo infectada pelo HIV. A adesão rigorosa a esses protocolos é fundamental para a erradicação da transmissão vertical.
Os fatores incluem a carga viral materna no terceiro trimestre, o uso de terapia antirretroviral (TARV) durante a gestação, o tipo de parto e a presença de outras comorbidades no RN.
A Zidovudina (AZT) é eficaz na redução da transmissão vertical do HIV, tem um bom perfil de segurança em neonatos e é bem estudada para essa indicação, especialmente em esquemas de monoterapia para casos de baixo risco.
Esquemas com múltiplos antirretrovirais (ex: AZT + Lamivudina + Nevirapina) são indicados para RNs de mães com carga viral detectável, TARV inadequada, diagnóstico tardio de HIV na gestação ou outras situações de alto risco de transmissão vertical.
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