Hepatite B Perinatal: Profilaxia em RN de Mãe HBsAg+

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2024

Enunciado

Em relação a recém-nascido normal cuja mãe é positiva para o HBsAg (antígeno de superfície do vírus da hepatite B), qual protocolo é recomendado no manuseio dessa criança?

Alternativas

  1. A) Vacinação contra hepatite B e imunoglobulina contra hepatite B dentro de 12 horas após o nascimento, segunda dose de vacina contra hepatite B em 1 mês e uma terceira dose de vacina em 6 meses.
  2. B) Vacinação contra hepatite B até 12 horas após o nascimento, a segunda e terceira doses devem ser baseadas na carga virai do vírus da hepatite B da mãe no momento do parto.
  3. C) Vacinação contra hepatite B e imunoglobulina contra hepatite B dentro de 12 horas após o nascimento, segunda dose da vacina e imunoglobulina em 1 mês e uma terceira dose da vacina e imunoglobulina em 6 meses.
  4. D) Vacinação contra hepatite B entre 0 a 2 meses, uma segunda dose entre 1 a 4 meses e uma terceira dose dos 6 aos 18 meses de idade.
  5. E) Vacinação contra hepatite B ao nascimento, imunoglobulina e demais doses devem ser baseadas nos resultados dos testes sorológicos do bebê logo após o nascimento.

Pérola Clínica

RN de mãe HBsAg+ → Vacina HB + HBIG em <12h, seguido de esquema vacinal completo.

Resumo-Chave

A profilaxia pós-exposição para recém-nascidos de mães HBsAg positivas é crucial para prevenir a transmissão vertical do vírus da hepatite B. Ela consiste na administração combinada da vacina contra hepatite B e da imunoglobulina contra hepatite B (HBIG) nas primeiras 12 horas de vida, seguida pelo esquema vacinal completo.

Contexto Educacional

A hepatite B é uma infecção viral que pode ser transmitida verticalmente da mãe para o filho, especialmente se a mãe for HBsAg positiva. A transmissão perinatal é a principal via de infecção crônica pelo vírus da hepatite B (VHB) em áreas de alta endemicidade, e a infecção adquirida na infância tem um alto risco de cronificação, levando a complicações graves como cirrose e carcinoma hepatocelular na vida adulta. A fisiopatologia da transmissão vertical envolve a passagem do vírus através da placenta ou, mais comumente, durante o parto. A prevenção é a estratégia mais eficaz. O protocolo de manejo para recém-nascidos de mães HBsAg positivas é uma medida de saúde pública fundamental, visando interromper essa cadeia de transmissão e proteger a criança. O tratamento profilático consiste na administração da vacina contra hepatite B e da imunoglobulina contra hepatite B (HBIG) nas primeiras 12 horas de vida do recém-nascido. A vacina estimula a produção de anticorpos, enquanto a HBIG fornece anticorpos passivos imediatos. Este esquema é seguido pelas doses subsequentes da vacina, conforme o calendário vacinal. O prognóstico é excelente quando a profilaxia é realizada corretamente, com taxas de prevenção da infecção que chegam a 95%.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da profilaxia combinada em recém-nascidos de mães HBsAg positivas?

A profilaxia combinada com vacina contra hepatite B e imunoglobulina contra hepatite B (HBIG) oferece proteção imediata (HBIG) e a longo prazo (vacina), sendo crucial para prevenir a infecção crônica pelo VHB, que ocorre em até 90% dos RN infectados sem profilaxia.

Qual o esquema vacinal completo para hepatite B em recém-nascidos de mães HBsAg positivas?

O esquema inclui a primeira dose da vacina e HBIG nas primeiras 12 horas de vida, a segunda dose da vacina aos 1-2 meses e a terceira dose aos 6 meses de idade. É fundamental completar todas as doses para garantir imunidade duradoura.

Quando deve ser realizada a sorologia de acompanhamento em RN de mães HBsAg positivas?

A sorologia para HBsAg e anti-HBs deve ser realizada entre 9 e 12 meses de idade (ou 1-2 meses após a última dose da vacina) para verificar a eficácia da profilaxia e a resposta vacinal.

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