IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020
Recém-nascido do sexo feminino, pré-termo (idade gestacional de 33 semanas), nascido de parto vaginal devido a incontinência istmo-cervical, com peso de nascimento de 1.800 g (adequado para a idade gestacional), acaba de ser admitido na unidade de cuidados intermediários. Verificando o cartão de pré-natal da mãe, verificam-se as seguintes sorologias, colhidas na semana anterior o parto: HIV: negativo; VDRL: negativo; Hepatite B: Anti-Hbs negativo; AgHbS positivo, Anti-Hbc positivo; Rubéola: IgM: negativo, IgG positivo; Toxoplasmose: IgM: negativo, IgG: negativo; Citomegalovírus: IgM: negativo, IgG: negativo. Recém-nascido segue bem, com perda de 3% do peso no segundo dia de vida. A equipe de enfermagem questiona sobre a vacinação desta criança. A conduta imediata é:
Mãe AgHBs positivo → RN deve receber vacina e imunoglobulina anti-HB nas primeiras 12h de vida.
A profilaxia da transmissão vertical da hepatite B é crucial e deve ser realizada em recém-nascidos de mães AgHBs positivas. Consiste na administração da vacina contra hepatite B e da imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHB) nas primeiras 12 horas de vida, independentemente da idade gestacional, para maximizar a proteção e prevenir a infecção crônica.
A transmissão vertical do vírus da hepatite B (VHB) é uma das principais vias de infecção crônica globalmente. Mães portadoras do antígeno de superfície da hepatite B (AgHBs positivo) têm alto risco de transmitir o vírus para seus recém-nascidos, especialmente durante o parto. A infecção perinatal pelo VHB é particularmente preocupante devido à alta probabilidade de cronificação (até 90% dos casos), o que pode levar a complicações graves como cirrose e carcinoma hepatocelular na vida adulta. A profilaxia da transmissão vertical é uma medida de saúde pública de extrema importância. A conduta padrão para recém-nascidos de mães AgHBs positivas, independentemente da idade gestacional ou peso ao nascer, é a administração combinada da primeira dose da vacina contra hepatite B e da imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHB). Ambos devem ser administrados preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. A vacina estimula a produção de anticorpos pelo próprio bebê, conferindo imunidade ativa, enquanto a IGHB fornece anticorpos pré-formados, oferecendo proteção passiva imediata. No caso apresentado, a mãe é AgHBs positivo, o que indica infecção ativa ou portador crônico. Portanto, o recém-nascido pré-termo, mesmo com 33 semanas e peso adequado para a idade gestacional, necessita da profilaxia completa. A vacina BCG e outras vacinas de rotina podem ser aplicadas posteriormente, conforme o calendário vacinal e a condição clínica do prematuro, mas a prioridade absoluta é a proteção contra a hepatite B. A falha em administrar a IGHB e a vacina em tempo hábil aumenta significativamente o risco de o recém-nascido desenvolver hepatite B crônica.
A profilaxia é crucial para prevenir a transmissão vertical do vírus da hepatite B (VHB), que tem alta chance de cronificação quando adquirida no período perinatal. A infecção crônica pode levar a cirrose e carcinoma hepatocelular na vida adulta.
A conduta imediata é aplicar a primeira dose da vacina contra hepatite B e a imunoglobulina humana anti-hepatite B (IGHB) nas primeiras 12 horas de vida. Essa combinação oferece proteção passiva e ativa, minimizando o risco de infecção.
Não, a idade gestacional não influencia a necessidade da profilaxia combinada (vacina + IGHB) em recém-nascidos de mães AgHBs positivas. Mesmo em prematuros, a administração deve ocorrer nas primeiras 12 horas de vida, embora a dose da vacina possa ser repetida se o peso for muito baixo.
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