Hospital do Açúcar - Maceió (AL) — Prova 2015
Mulher com 25 anos de idade engravida e, durante a realização do pré-natal, descobre ser portadora do antígeno HBs. As medidas apropriadas para evitar a aquisição da doença pelo recém-nascido são:
Gestante HBsAg+ → RN recebe vacina Hepatite B + Imunoglobulina Hiperimune ao nascimento (primeiras 12h).
A profilaxia pós-exposição para recém-nascidos de mães HBsAg positivas é crucial para prevenir a transmissão vertical do vírus da Hepatite B. A combinação da vacina e da imunoglobulina hiperimune oferece proteção imediata (passiva) e de longo prazo (ativa), sendo administrada nas primeiras 12 horas de vida.
A transmissão vertical do vírus da Hepatite B (HBV) é uma das principais vias de infecção crônica em crianças, com altas taxas de progressão para doença hepática grave. A detecção do antígeno de superfície da Hepatite B (HBsAg) em gestantes é um marcador de infecção ativa e indica a necessidade de intervenção para proteger o recém-nascido. A prevalência de HBsAg em gestantes varia globalmente, mas a triagem pré-natal é universalmente recomendada. A fisiopatologia da transmissão vertical envolve a passagem do HBV da mãe para o feto durante a gestação ou, mais comumente, no momento do parto, através do contato com sangue e fluidos maternos. A infecção neonatal é frequentemente assintomática, mas o risco de cronificação é inversamente proporcional à idade da infecção, sendo altíssimo em recém-nascidos. O diagnóstico materno é feito pela sorologia HBsAg. A conduta padrão para recém-nascidos de mães HBsAg positivas é a imunoprofilaxia combinada: administração da primeira dose da vacina contra Hepatite B e da imunoglobulina hiperimune contra Hepatite B (HBIG) nas primeiras 12 horas de vida. A vacina estimula a imunidade ativa, enquanto a HBIG confere imunidade passiva imediata. O esquema vacinal completo deve ser seguido para garantir a proteção duradoura.
A profilaxia é crucial para prevenir a transmissão vertical do vírus da hepatite B, que pode levar à infecção crônica e suas complicações graves, como cirrose e carcinoma hepatocelular, especialmente quando adquirida na infância.
O recém-nascido deve receber a primeira dose da vacina contra hepatite B e a imunoglobulina hiperimune contra hepatite B (HBIG) nas primeiras 12 horas de vida, preferencialmente em locais anatômicos diferentes.
A imunoglobulina oferece proteção passiva imediata através de anticorpos pré-formados, enquanto a vacina estimula a produção de anticorpos próprios do bebê, conferindo imunidade ativa e de longo prazo. A combinação maximiza a proteção.
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