Hemorragia Puerperal: Profilaxia com Ocitocina Pós-Parto

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024

Enunciado

Assinale qual alternativa apresenta a mais importante medida para reduzir o risco de hemorragia puerperal e que deve ser efetuada na assistência ao parto vaginal não complicado:

Alternativas

  1. A) Dequitação manual da placenta em partos que forem realizados com assistência anestésica peridural;
  2. B) Manobra de Taxe (pressão com o punho fechado dentro do fundo do útero, elevando-o até a cicatriz umbilical);
  3. C) O uso de ocitocina profilática após todos os partos é a medida mais eficaz na profilaxia da hemorragia puerperal;
  4. D) Uso de bisturi elétrico na modalidade cauterização imediatamente após a realização sistemática de episiotomia.

Pérola Clínica

Profilaxia hemorragia puerperal → ocitocina profilática após todos os partos (manejo ativo 3º estágio).

Resumo-Chave

A ocitocina profilática administrada após o parto é a medida mais eficaz para prevenir a hemorragia puerperal, principalmente por atonia uterina, que é a principal causa. Faz parte do manejo ativo do terceiro estágio do trabalho de parto, promovendo a contração uterina e a dequitação placentária.

Contexto Educacional

A hemorragia puerperal (HPP) é definida como a perda sanguínea igual ou superior a 500 mL após parto vaginal ou 1000 mL após cesariana, dentro das primeiras 24 horas pós-parto. É uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, e sua prevenção é uma prioridade na assistência obstétrica. A atonia uterina, ou seja, a falha do útero em contrair-se adequadamente após a dequitação da placenta, é a causa mais comum de HPP. A medida mais eficaz e amplamente recomendada para a profilaxia da hemorragia puerperal é o manejo ativo do terceiro estágio do trabalho de parto. Este manejo inclui a administração de ocitocina profilática (geralmente 10 UI IM ou IV lento) imediatamente após o nascimento do ombro anterior ou do bebê. A ocitocina atua promovendo contrações uterinas fortes e sustentadas, que são essenciais para a constrição dos vasos sanguíneos no leito placentário e a prevenção da atonia. Para residentes, é fundamental dominar o manejo ativo do terceiro estágio do trabalho de parto e a administração correta da ocitocina, pois essa intervenção simples e de baixo custo tem um impacto significativo na redução da incidência de HPP e suas complicações. O reconhecimento precoce dos fatores de risco e a implementação dessas medidas profiláticas são pilares da boa prática obstétrica.

Perguntas Frequentes

Qual a principal causa de hemorragia puerperal?

A principal causa de hemorragia puerperal é a atonia uterina, que corresponde a cerca de 70-80% dos casos. Outras causas incluem lacerações do trato genital, retenção de restos placentários e distúrbios de coagulação.

O que é o manejo ativo do terceiro estágio do trabalho de parto e qual sua importância?

O manejo ativo do terceiro estágio do trabalho de parto é um conjunto de intervenções que inclui a administração de ocitocina profilática imediatamente após o nascimento do bebê, tração controlada do cordão umbilical e massagem uterina. Seu objetivo é prevenir a hemorragia puerperal, principalmente por atonia uterina.

Além da ocitocina, quais outras medidas podem ser tomadas para prevenir a hemorragia puerperal?

Outras medidas incluem a massagem uterina após a dequitação da placenta, a inspeção cuidadosa do canal de parto para identificar e reparar lacerações, e a verificação da integridade da placenta para garantir que não haja restos retidos.

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