Ocitocina na Profilaxia da HPP: Doses e Efeitos Adversos

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023

Enunciado

Em relação à profilaxia de hemorragia pós-parto (HPP) durante a cesariana, considere as afirmativas a seguir.I. A ocitocina pode ser administrada por via intramuscular.II. A placenta deve ser removida manualmente.III. Infusão intravenosa rápida em bolo da ocitocina pode ocasionar hipertensão materna.IV. Não há consenso sobre a dose apropriada de ocitocina intravenosa.Assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Somente as afirmativas I e II são corretas.
  2. B) Somente as afirmativas I e IV são corretas.
  3. C) Somente as afirmativas III e IV são corretas.
  4. D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas.
  5. E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

Pérola Clínica

Ocitocina para profilaxia de HPP pode ser IM; infusão IV rápida causa hipotensão, não hipertensão.

Resumo-Chave

A ocitocina é o uterotônico de primeira linha para profilaxia de hemorragia pós-parto (HPP) e pode ser administrada por via intramuscular. É crucial evitar a infusão intravenosa rápida em bolo, pois isso pode levar a hipotensão materna grave, taquicardia e arritmias, e não hipertensão. Embora existam diretrizes, a dose exata e o regime de infusão podem variar entre instituições, indicando que não há um consenso universal sobre 'a' dose única ideal.

Contexto Educacional

A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea de 500 mL ou mais após parto vaginal ou 1000 mL ou mais após cesariana, sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente. A profilaxia da HPP é um componente essencial do manejo ativo do terceiro estágio do trabalho de parto, visando prevenir essa complicação grave. A ocitocina é o uterotônico de primeira linha, amplamente utilizada devido à sua eficácia e perfil de segurança. A ocitocina atua estimulando as contrações uterinas, promovendo a retração do útero e a compressão dos vasos sanguíneos miometriais, o que é fundamental para a hemostasia pós-parto. Pode ser administrada por via intramuscular (geralmente 10 UI) ou intravenosa (geralmente 10-20 UI diluídas em soro e infundidas lentamente). A via intramuscular é uma alternativa segura e eficaz, especialmente em locais com recursos limitados ou para evitar os riscos da infusão IV rápida. É crucial estar ciente dos efeitos adversos da ocitocina. A infusão intravenosa rápida em bolo pode levar a hipotensão arterial súbita, taquicardia, arritmias e, em casos extremos, isquemia miocárdica e colapso cardiovascular. Portanto, a administração deve ser lenta e controlada. Embora a ocitocina seja o padrão-ouro, a pesquisa continua a explorar as doses e regimes ideais, e não há um consenso absoluto sobre uma única dose intravenosa que seja universalmente superior em todas as situações clínicas, o que permite variações nas práticas institucionais.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da ocitocina na profilaxia da hemorragia pós-parto?

A ocitocina é o uterotônico de escolha para a profilaxia da HPP devido à sua eficácia em promover a contração uterina, que é o principal mecanismo para prevenir o sangramento excessivo após o parto. Ela atua nos receptores de ocitocina no miométrio, causando contrações rítmicas e sustentadas.

Quais são os riscos da administração rápida de ocitocina intravenosa?

A administração rápida de ocitocina intravenosa pode causar hipotensão arterial súbita, taquicardia reflexa, arritmias cardíacas, isquemia miocárdica e, em casos raros, colapso cardiovascular. Por isso, deve ser administrada de forma lenta e diluída.

A remoção manual da placenta é uma medida profilática para HPP?

Não, a remoção manual da placenta não é uma medida profilática rotineira. Ela é uma intervenção terapêutica indicada em casos de retenção placentária após o diagnóstico de HPP, quando a placenta não é expelida espontaneamente após um tempo razoável e há sangramento excessivo.

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