HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2015
Gestante de 30 anos, sem comorbidades, internada há 2 dias por rotura prematura de membranas, é encaminhada ao centro obstétrico em trabalho de parto com 35 semanas. Sobre a profilaxia de infecção neonatal pelo estreptococo o grupo B (EGB) nesta paciente, é correto afirmar:
Profilaxia EGB intraparto em RPM/prematuridade → Penicilina G com dose de ataque e manutenção.
Em gestantes com rotura prematura de membranas ou trabalho de parto prematuro (<37 semanas), a profilaxia intraparto para Estreptococo do Grupo B (EGB) é indicada empiricamente. O esquema padrão envolve uma dose de ataque de Penicilina G endovenosa, seguida de doses de manutenção a cada 4 horas até o parto, para garantir níveis terapêuticos.
O Estreptococo do Grupo B (EGB), ou Streptococcus agalactiae, é a principal causa de sepse neonatal precoce e meningite em recém-nascidos. A colonização vaginal e retal por EGB é comum em gestantes, e a transmissão vertical para o neonato pode ocorrer durante o parto. A profilaxia intraparto visa reduzir essa transmissão e prevenir infecções graves no recém-nascido. A fisiopatologia da infecção neonatal por EGB envolve a exposição do feto à bactéria durante a passagem pelo canal de parto ou, em casos de RPM, por via ascendente. Fatores de risco para a transmissão incluem prematuridade, rotura prolongada de membranas (>18 horas), febre intraparto e cultura positiva para EGB. O diagnóstico da colonização materna é feito por cultura vaginal e retal entre 35-37 semanas de gestação. A profilaxia intraparto com antibióticos é a estratégia mais eficaz para prevenir a doença neonatal por EGB. A Penicilina G é o antibiótico de escolha, administrado por via intravenosa. A indicação da profilaxia é baseada em fatores de risco clínicos (como RPM ou prematuridade) ou resultados de cultura. O manejo adequado é crucial para reduzir a morbimortalidade neonatal associada ao EGB.
As principais indicações incluem cultura vaginal/retal positiva para EGB, bacteriúria por EGB na gestação atual, história de filho anterior com doença invasiva por EGB, trabalho de parto prematuro e rotura prematura de membranas.
O antibiótico de escolha é a Penicilina G, administrada por via endovenosa com uma dose de ataque inicial, seguida de doses de manutenção a cada 4 horas até o parto.
A rotura prematura de membranas aumenta o risco de ascensão bacteriana e infecção intra-amniótica, expondo o feto ao EGB. A profilaxia reduz significativamente o risco de sepse neonatal precoce por EGB.
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