UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Primigesta com 36 semanas e 4 dias de gestação, internada com diagnóstico de coriomniorrexe prematura há 6 horas, em indução do trabalho de parto, apresentando colo fino e 4 cm de dilatação. No cartão de pré-natal há informação sobre pesquisa de estreptococo do grupo B (swab vaginal/anal) negativa realizada há 60 dias. A melhor conduta nesse caso será:
RPMO + GBS negativo > 5 semanas ou desconhecido + TP ativo = profilaxia ATB imediata.
Em casos de ruptura prematura de membranas (RPMO) com trabalho de parto ativo, a profilaxia para Estreptococo do Grupo B (GBS) é indicada mesmo com swab negativo se este foi realizado há mais de 5 semanas, ou se o status é desconhecido. O risco de infecção neonatal supera o resultado antigo.
O Estreptococo do Grupo B (GBS), ou Streptococcus agalactiae, é uma das principais causas de sepse e meningite neonatal precoce. A profilaxia intraparto com antibióticos é fundamental para reduzir a transmissão vertical e a morbimortalidade associada. A indicação de profilaxia é baseada em fatores de risco. Um swab vaginal/anal negativo para GBS é válido por 5 semanas. No caso de ruptura prematura de membranas (RPMO), especialmente com trabalho de parto ativo ou prolongado, a profilaxia é indicada se o status do GBS for desconhecido ou se o swab negativo tiver sido realizado há mais de 5 semanas, devido ao risco aumentado de infecção ascendente. A penicilina cristalina intravenosa é o antibiótico de escolha para a profilaxia. A administração imediata é crucial para garantir níveis terapêuticos durante o trabalho de parto e proteger o recém-nascido, mesmo que o trabalho de parto ainda não esteja franco, dada a situação de RPMO e dilatação cervical.
A profilaxia é indicada em gestantes com swab positivo para GBS, bacteriúria por GBS na gestação atual, história de filho com doença invasiva por GBS, ou em situações de risco como trabalho de parto prematuro, ruptura prolongada de membranas (>18h) ou febre intraparto, mesmo com swab negativo se realizado há mais de 5 semanas ou desconhecido.
O esquema de escolha é penicilina cristalina intravenosa, com dose de ataque e manutenção a cada 4 horas até o parto. Em caso de alergia à penicilina, cefazolina ou clindamicina/vancomicina podem ser utilizadas dependendo do perfil de sensibilidade.
A profilaxia adequada reduz significativamente o risco de doença invasiva por GBS no recém-nascido, que pode levar a sepse, pneumonia e meningite neonatal, com alta morbimortalidade.
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