Profilaxia EGB: Quando NÃO iniciar em gestantes?

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021

Enunciado

Primigesta com 38 semanas e 4 dias, internada com diagnóstico de coriomniorrexe prematura há 1 dia, em indução do trabalho de parto, apresentando colo fino, 2 cm de dilatação. No cartão de pré-natal, há informação sobre pesquisa de estreptococo do grupo B (swab vaginal/anal) negativa realizada há 20 dias. A melhor conduta nesse caso será

Alternativas

  1. A) aguardar trabalho de parto franco e então iniciar infusão endovenosa de penicilina.
  2. B) fazer profilaxia para infecção estreptocócica somente se houver episódio de febre materna intraparto.
  3. C) iniciar imediatamente infusão endovenosa de penicilina cristalina.
  4. D) iniciar infusão endovenosa de penicilina somente após 48 horas de bolsa rota.
  5. E) não fazer profilaxia para infecção estreptocócica.

Pérola Clínica

Swab EGB negativo recente (<5 semanas) em gestante com bolsa rota → NÃO há indicação de profilaxia.

Resumo-Chave

A profilaxia para EGB é indicada em casos de swab positivo, bacteriúria por EGB na gestação atual, filho anterior com doença invasiva por EGB, ou status desconhecido com fatores de risco (febre intraparto, bolsa rota >18h, prematuridade). Um swab negativo recente (nas últimas 5 semanas) afasta a necessidade de profilaxia, mesmo com bolsa rota.

Contexto Educacional

A profilaxia intraparto para Estreptococo do Grupo B (EGB) é uma medida crucial para prevenir a doença neonatal precoce, uma das principais causas de sepse e meningite em recém-nascidos. O EGB é uma bactéria comum que coloniza o trato gastrointestinal e geniturinário de mulheres assintomáticas, podendo ser transmitida verticalmente durante o parto. A identificação de gestantes colonizadas e a administração de antibióticos durante o trabalho de parto reduz significativamente o risco de infecção no neonato. O rastreamento para EGB é realizado rotineiramente entre 35 e 37 semanas de gestação através de swab vaginal e anal. Um resultado positivo indica a necessidade de profilaxia. No entanto, existem outras indicações, como bacteriúria por EGB em qualquer momento da gestação, história de filho anterior com doença invasiva por EGB, ou em casos de status de colonização desconhecido com fatores de risco como trabalho de parto prematuro, bolsa rota prolongada (>18 horas) ou febre intraparto. É fundamental compreender que um swab negativo para EGB realizado nas últimas 5 semanas antes do parto é altamente preditivo de ausência de colonização e, portanto, dispensa a profilaxia, mesmo na presença de bolsa rota. A penicilina cristalina é o antibiótico de escolha para a profilaxia, administrada por via endovenosa a cada 4 horas até o parto. A correta aplicação das diretrizes de profilaxia é essencial para a segurança materno-fetal e para a prática clínica do residente.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações para profilaxia de EGB intraparto?

As principais indicações incluem swab vaginal/anal positivo para EGB, bacteriúria por EGB na gestação atual, história de filho anterior com doença invasiva por EGB, e status desconhecido com fatores de risco como prematuridade, febre intraparto ou bolsa rota prolongada (>18h).

Por que um swab negativo recente para EGB dispensa a profilaxia, mesmo com bolsa rota?

Um resultado negativo para EGB obtido nas últimas 5 semanas antes do parto tem alto valor preditivo negativo, indicando baixa probabilidade de colonização e, consequentemente, baixo risco de transmissão vertical, mesmo na presença de bolsa rota.

Qual o período de validade do rastreamento para EGB?

O rastreamento para Estreptococo do Grupo B é válido por 5 semanas. Se o parto ocorrer dentro desse período após um resultado negativo, a profilaxia não é necessária. Se o resultado for anterior a 5 semanas ou desconhecido, e houver fatores de risco, a profilaxia é indicada.

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