UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Primigesta com 38 semanas e 4 dias, internada com diagnóstico de coriomniorrexe prematura há 1 dia, em indução do trabalho de parto, apresentando colo fino, 2 cm de dilatação. No cartão de pré-natal, há informação sobre pesquisa de estreptococo do grupo B (swab vaginal/anal) negativa realizada há 20 dias. A melhor conduta nesse caso será
Swab EGB negativo recente (<5 semanas) em gestante com bolsa rota → NÃO há indicação de profilaxia.
A profilaxia para EGB é indicada em casos de swab positivo, bacteriúria por EGB na gestação atual, filho anterior com doença invasiva por EGB, ou status desconhecido com fatores de risco (febre intraparto, bolsa rota >18h, prematuridade). Um swab negativo recente (nas últimas 5 semanas) afasta a necessidade de profilaxia, mesmo com bolsa rota.
A profilaxia intraparto para Estreptococo do Grupo B (EGB) é uma medida crucial para prevenir a doença neonatal precoce, uma das principais causas de sepse e meningite em recém-nascidos. O EGB é uma bactéria comum que coloniza o trato gastrointestinal e geniturinário de mulheres assintomáticas, podendo ser transmitida verticalmente durante o parto. A identificação de gestantes colonizadas e a administração de antibióticos durante o trabalho de parto reduz significativamente o risco de infecção no neonato. O rastreamento para EGB é realizado rotineiramente entre 35 e 37 semanas de gestação através de swab vaginal e anal. Um resultado positivo indica a necessidade de profilaxia. No entanto, existem outras indicações, como bacteriúria por EGB em qualquer momento da gestação, história de filho anterior com doença invasiva por EGB, ou em casos de status de colonização desconhecido com fatores de risco como trabalho de parto prematuro, bolsa rota prolongada (>18 horas) ou febre intraparto. É fundamental compreender que um swab negativo para EGB realizado nas últimas 5 semanas antes do parto é altamente preditivo de ausência de colonização e, portanto, dispensa a profilaxia, mesmo na presença de bolsa rota. A penicilina cristalina é o antibiótico de escolha para a profilaxia, administrada por via endovenosa a cada 4 horas até o parto. A correta aplicação das diretrizes de profilaxia é essencial para a segurança materno-fetal e para a prática clínica do residente.
As principais indicações incluem swab vaginal/anal positivo para EGB, bacteriúria por EGB na gestação atual, história de filho anterior com doença invasiva por EGB, e status desconhecido com fatores de risco como prematuridade, febre intraparto ou bolsa rota prolongada (>18h).
Um resultado negativo para EGB obtido nas últimas 5 semanas antes do parto tem alto valor preditivo negativo, indicando baixa probabilidade de colonização e, consequentemente, baixo risco de transmissão vertical, mesmo na presença de bolsa rota.
O rastreamento para Estreptococo do Grupo B é válido por 5 semanas. Se o parto ocorrer dentro desse período após um resultado negativo, a profilaxia não é necessária. Se o resultado for anterior a 5 semanas ou desconhecido, e houver fatores de risco, a profilaxia é indicada.
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