HOA - Hospital Oftalmológico do Acre - Rio Branco — Prova 2020
A profilaxia da infecção neonatal pelo estreptococo β hemolítico não estará indicada em
Profilaxia GBS não indicada em cesárea eletiva com membranas íntegras, independente do status da cultura.
A profilaxia intraparto para GBS é essencial para prevenir a sepse neonatal precoce. No entanto, em casos de cesárea eletiva, sem trabalho de parto ou ruptura de membranas, o risco de transmissão vertical é mínimo, tornando a profilaxia desnecessária.
A infecção neonatal pelo estreptococo beta hemolítico do grupo B (GBS), ou Streptococcus agalactiae, é uma das principais causas de sepse, pneumonia e meningite em recém-nascidos, com alta morbimortalidade. A profilaxia intraparto visa reduzir a transmissão vertical da bactéria da mãe para o feto, sendo uma estratégia fundamental na saúde materno-infantil. O rastreamento de GBS é realizado entre 35 e 37 semanas de gestação através de cultura vaginal e retal. A fisiopatologia da infecção neonatal por GBS envolve a colonização do trato gastrointestinal e geniturinário materno. Durante o parto, o neonato pode ser exposto à bactéria presente no canal de parto. O diagnóstico da colonização materna é feito por cultura. A profilaxia é indicada em situações de alto risco, como cultura positiva, bacteriúria por GBS, história de filho anterior com doença invasiva por GBS ou em casos de cultura desconhecida com fatores de risco intraparto (prematuridade, febre materna, ruptura prolongada de membranas). O tratamento profilático consiste na administração de antibióticos intravenosos durante o trabalho de parto. A Penicilina G é o fármaco de primeira escolha. É crucial entender que a cesárea eletiva, realizada antes do início do trabalho de parto e com membranas íntegras, não requer profilaxia, pois o risco de transmissão é negligenciável. O prognóstico da infecção neonatal por GBS é melhorado significativamente com a profilaxia adequada, reduzindo a incidência de doença precoce.
As principais indicações incluem cultura vaginal/retal positiva para GBS na gestação atual, bacteriúria por GBS em qualquer momento da gestação, história de filho anterior com doença invasiva por GBS, e status desconhecido da cultura com fatores de risco como prematuridade, febre intraparto ou ruptura prolongada de membranas.
Em uma cesárea eletiva, sem trabalho de parto e com membranas íntegras, o neonato não é exposto às secreções vaginais maternas, que são a principal via de transmissão vertical do GBS. Assim, o risco de infecção é minimizado.
A Penicilina G cristalina é o antibiótico de escolha para a profilaxia intraparto de GBS. Em casos de alergia à penicilina, cefazolina ou clindamicina/eritromicina podem ser utilizadas, dependendo do perfil de sensibilidade.
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