HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2021
Lúcia tem seis anos de idade e sua mãe está preocupada porque na sala de aula da sua filha ocorreu um caso de escarlatina. Como proceder, neste caso?
Contato casual com escarlatina na escola → observação, não profilaxia antibiótica rotineira.
A profilaxia antibiótica para contatos de escarlatina não é rotineiramente indicada em ambientes escolares. A conduta correta é observar a criança e orientar os pais a procurar atendimento médico caso surjam sintomas compatíveis com a doença, como febre, dor de garganta e exantema.
A escarlatina é uma doença infecciosa causada por cepas de Streptococcus pyogenes produtoras de toxinas eritrogênicas, manifestando-se como uma faringite estreptocócica associada a um exantema característico. É mais comum em crianças em idade escolar. O diagnóstico e tratamento precoces são importantes para prevenir complicações como a febre reumática e a glomerulonefrite pós-estreptocócica. Em relação à conduta para contatos, a maioria das diretrizes não recomenda a profilaxia antibiótica rotineira para contatos casuais em ambientes como a sala de aula. O risco de transmissão em um ambiente escolar é menor do que em contatos domiciliares próximos. A observação atenta para o surgimento de sintomas é a abordagem mais prudente, orientando os pais a procurar atendimento médico se a criança desenvolver febre, dor de garganta ou exantema. A profilaxia pode ser considerada em situações específicas, como surtos em comunidades fechadas ou para contatos domiciliares de alto risco. O tratamento da escarlatina é feito com antibióticos, sendo a penicilina a primeira escolha, para erradicar a bactéria e prevenir as complicações. É fundamental que residentes compreendam a epidemiologia e as recomendações de profilaxia para evitar o uso desnecessário de antibióticos e otimizar o manejo de casos e contatos.
A profilaxia antibiótica para contatos de escarlatina é geralmente reservada para situações de alto risco, como surtos em ambientes fechados (creches, instituições) ou contatos domiciliares próximos, especialmente se houver histórico de febre reumática na família ou em casos de surtos recorrentes.
A escarlatina é caracterizada por febre, dor de garganta (faringite estreptocócica), exantema cutâneo eritematoso e áspero ('pele de lixa'), que geralmente começa no tronco e se espalha, e língua em framboesa. Pode haver descamação da pele após a resolução do exantema.
A escarlatina é transmitida por gotículas respiratórias de pessoas infectadas com Streptococcus pyogenes. O período de incubação é geralmente de 2 a 5 dias. A pessoa é contagiosa enquanto tiver a bactéria na garganta, mas a contagiosidade diminui rapidamente após 24 horas do início do tratamento antibiótico adequado.
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