UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2022
Adolescente de 12 anos, com obesidade e asma, teve confirmado o diagnóstico de enxaqueca (migrânea). Nos últimos meses, as crises tornaram-se recorrentes e, após avaliação clínica, o paciente preencheu os critérios da ICHD (The International Classification of Headache Disorders) para tratamento profilático. Que fármaco, dentre os abaixo, é o mais indicado?
Enxaqueca em adolescente com asma → Flunarizina é a profilaxia preferencial.
A flunarizina é um bloqueador de canal de cálcio com eficácia comprovada na profilaxia da enxaqueca em adolescentes e adultos, sendo uma boa opção especialmente em pacientes com comorbidades como asma, onde betabloqueadores (ex: propranolol) seriam contraindicados ou usados com cautela.
A enxaqueca na adolescência é uma condição comum e frequentemente incapacitante, que pode impactar significativamente a qualidade de vida, o desempenho escolar e as atividades sociais. O diagnóstico é baseado nos critérios da International Classification of Headache Disorders (ICHD), que definem a frequência, duração e características da dor, bem como sintomas associados. Quando as crises são frequentes ou graves, o tratamento profilático é indicado para reduzir a frequência e intensidade dos episódios. A escolha do fármaco profilático deve considerar a eficácia, o perfil de segurança e as comorbidades do paciente. Em adolescentes, opções como flunarizina, topiramato e amitriptilina são frequentemente utilizadas. A flunarizina, um bloqueador de canal de cálcio, é particularmente útil em pacientes com asma, pois não possui os efeitos broncoconstritores associados aos betabloqueadores (como o propranolol), que seriam contraindicados ou usados com extrema cautela nessa população. Outras comorbidades, como obesidade, também devem ser consideradas, pois alguns medicamentos podem causar ganho de peso (ex: flunarizina, amitriptilina), enquanto outros podem promover perda de peso (ex: topiramato). O manejo da enxaqueca em adolescentes exige uma abordagem individualizada, com acompanhamento regular para ajuste da medicação e monitoramento de efeitos adversos, além de orientações sobre estilo de vida e manejo de gatilhos.
A profilaxia é indicada quando as crises são frequentes (mais de 4 por mês), incapacitantes, não respondem bem ao tratamento agudo, ou quando há um impacto significativo na qualidade de vida e desempenho escolar. Os critérios da ICHD são usados para o diagnóstico.
A flunarizina é um bloqueador de canal de cálcio que não afeta a função pulmonar, tornando-a segura para pacientes com asma. Diferentemente dos betabloqueadores como o propranolol, ela não tem risco de induzir broncoespasmo.
Os efeitos colaterais mais comuns da flunarizina incluem sonolência, ganho de peso e, menos frequentemente, sintomas depressivos ou extrapiramidais. É importante monitorar esses efeitos durante o tratamento.
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