SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
Mulher de 32 anos sofre de enxaqueca de difícil controle com mais de três episódios por mês e resposta parcial ao uso de doses altas de sumatriptano. Tem história pregressa de asma brônquica e diagnóstico recente de hipertensão arterial. Nesse caso, uma boa opção para a prevenção da enxaqueca é utilizar:
Enxaqueca + Hipertensão + Asma → Candesartana (profilaxia). Evitar betabloqueadores na asma.
Na profilaxia da enxaqueca, é crucial considerar as comorbidades do paciente. Para uma paciente com hipertensão e asma, betabloqueadores como o propranolol são contraindicados devido à asma. A candesartana, um BRA, é uma excelente opção pois trata a hipertensão e tem eficácia comprovada na profilaxia da enxaqueca, sem agravar a asma.
A enxaqueca é uma cefaleia primária incapacitante, que afeta milhões de pessoas e pode ter um impacto significativo na qualidade de vida. A profilaxia é indicada quando os ataques são frequentes (geralmente > 3-4 por mês), prolongados, refratários ao tratamento agudo ou causam incapacidade significativa. A escolha do agente profilático deve ser individualizada, considerando a eficácia, o perfil de efeitos adversos e as comorbidades do paciente. A presença de comorbidades como hipertensão arterial e asma brônquica é um fator determinante na seleção do tratamento. Enquanto betabloqueadores como o propranolol são eficazes tanto para enxaqueca quanto para hipertensão, eles são contraindicados em pacientes com asma devido ao risco de broncoespasmo. Nesse cenário, a candesartana emerge como uma excelente opção, pois é um anti-hipertensivo eficaz e também demonstrou benefício na profilaxia da enxaqueca, sem os riscos respiratórios associados aos betabloqueadores. Outras opções a serem consideradas, dependendo das comorbidades, incluem topiramato (que pode causar perda de peso), amitriptilina (útil para insônia ou dor neuropática) ou, mais recentemente, os anticorpos monoclonais anti-CGRP. É fundamental uma abordagem holística, avaliando o perfil completo do paciente para otimizar o tratamento e minimizar os riscos, garantindo a adesão e a melhora da qualidade de vida.
As opções de primeira linha incluem betabloqueadores (propranolol, metoprolol), antidepressivos tricíclicos (amitriptilina), anticonvulsivantes (topiramato, divalproato) e bloqueadores dos receptores da angiotensina (candesartana).
Betabloqueadores podem causar broncoespasmo e exacerbar a asma, especialmente os não seletivos como o propranolol, devido ao bloqueio dos receptores beta-2 adrenérgicos nos brônquios.
A candesartana, um bloqueador do receptor da angiotensina II, atua modulando o sistema renina-angiotensina, que está implicado na fisiopatologia da enxaqueca, além de ser eficaz no controle da hipertensão arterial.
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