UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2023
Mulher, 29 anos, hipertensa, obesa e com história de procuras em pronto-atendimentos por crises álgicas devido nefrolitíase, procura atendimento com quadro de cefaleia. Refere que tem característica latejante, frontotemporal, associada à fotofobia e à fonofobia, além de náuseas. Alega sono satisfatório e nega sintomas como ansiedade e depressão. Apresenta cerca de 07 (sete) episódios ao mês. Nesse caso, das alternativas abaixo, qual a medicação melhor indicada para o tratamento profilático?
Enxaqueca + Hipertensão + Nefrolitíase → Propranolol é a melhor profilaxia, evitando Topiramato (litíase).
A paciente apresenta enxaqueca frequente com comorbidades importantes: hipertensão, obesidade e nefrolitíase. O propranolol é um beta-bloqueador eficaz na profilaxia da enxaqueca e também trata a hipertensão, sendo uma excelente escolha. O topiramato, embora eficaz, é contraindicado em pacientes com histórico de nefrolitíase devido ao risco aumentado de cálculos renais, tornando-o uma opção inadequada neste caso.
A enxaqueca é uma cefaleia primária comum e incapacitante, caracterizada por dor latejante, geralmente unilateral, associada a fotofobia, fonofobia e náuseas. O tratamento da enxaqueca envolve o manejo das crises agudas e a profilaxia para reduzir a frequência e a intensidade dos episódios. A escolha da medicação profilática deve ser individualizada, levando em consideração as comorbidades do paciente e o perfil de efeitos adversos dos medicamentos. Neste caso, a paciente apresenta enxaqueca frequente (7 episódios/mês) e comorbidades importantes: hipertensão, obesidade e nefrolitíase. O propranolol, um beta-bloqueador, é uma das opções de primeira linha para a profilaxia da enxaqueca e é particularmente vantajoso para pacientes com hipertensão, pois trata ambas as condições. Outras opções de primeira linha incluem o topiramato, amitriptilina e flunarizina. No entanto, o topiramato, embora eficaz, é contraindicado em pacientes com histórico de nefrolitíase devido ao seu potencial de aumentar o risco de cálculos renais. A amitriptilina e a flunarizina podem causar ganho de peso, o que seria desfavorável para uma paciente obesa. Portanto, o propranolol se destaca como a melhor escolha, oferecendo eficácia na profilaxia da enxaqueca e benefício no controle da hipertensão, sem agravar as outras comorbidades da paciente.
A profilaxia da enxaqueca é indicada quando as crises são frequentes (geralmente ≥ 4 dias/mês), incapacitantes, ou quando os tratamentos agudos são ineficazes ou contraindicados. Também é considerada se há uso excessivo de medicação para dor aguda ou se a qualidade de vida do paciente está significativamente comprometida.
O propranolol é uma excelente opção para esta paciente porque é um beta-bloqueador eficaz na profilaxia da enxaqueca e, ao mesmo tempo, trata a hipertensão arterial, uma das comorbidades da paciente. Além disso, não possui os riscos de cálculos renais associados ao topiramato, que é contraindicado para ela.
O topiramato é contraindicado em pacientes com histórico de nefrolitíase (cálculos renais) devido ao aumento do risco de formação de novas pedras. Outras precauções incluem glaucoma de ângulo fechado, insuficiência renal grave e histórico de acidose metabólica. Seus efeitos adversos comuns incluem parestesias, alterações cognitivas, perda de peso e fadiga.
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