HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2025
A profilaxia da endocardite infecciosa está indicada a pacientes submetidos a:
Profilaxia endocardite → procedimentos dentários com manipulação gengival em pacientes de alto risco.
A profilaxia da endocardite infecciosa é restrita a pacientes com alto risco cardíaco submetidos a procedimentos específicos, principalmente dentários que envolvem manipulação gengival ou perfuração da mucosa oral, devido ao risco de bacteremia transitória.
A endocardite infecciosa é uma infecção grave do endocárdio, geralmente das valvas cardíacas, com alta morbimortalidade. A profilaxia antibiótica visa prevenir a bacteremia transitória que pode ocorrer durante certos procedimentos, especialmente em pacientes com condições cardíacas predisponentes. A epidemiologia da endocardite tem mudado, com uma incidência crescente em idosos e usuários de drogas intravenosas. A fisiopatologia envolve a formação de vegetações nas valvas cardíacas danificadas, onde bactérias aderem e proliferam. O diagnóstico é baseado nos critérios de Duke, que combinam achados clínicos, microbiológicos e ecocardiográficos. A suspeita deve surgir em pacientes com febre, sopro cardíaco novo ou alterado, e fatores de risco. O tratamento da endocardite é prolongado, com antibióticos intravenosos e, frequentemente, cirurgia. A profilaxia é reservada para um grupo seleto de pacientes de alto risco (próteses valvares, história prévia, cardiopatias congênitas cianóticas) submetidos a procedimentos dentários específicos. O uso indiscriminado de antibióticos para profilaxia é desencorajado devido ao risco de resistência e efeitos adversos.
Pacientes com prótese valvar cardíaca, história prévia de endocardite infecciosa, cardiopatias congênitas cianóticas não reparadas ou reparadas com defeitos residuais, e receptores de transplante cardíaco com valvulopatia.
A profilaxia é indicada para procedimentos dentários que envolvem manipulação da região gengival ou periapical do dente, ou perfuração da mucosa oral, como extrações, raspagens e cirurgias periodontais.
Estudos demonstraram que a bacteremia transitória ocorre frequentemente em atividades diárias (escovar os dentes, mastigar) e que o risco de endocardite por procedimentos é baixo, superado pelos riscos do uso excessivo de antibióticos.
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