FAA/UNIFAA - Hospital Escola Luiz Gioseffi Jannuzzi (RJ) — Prova 2015
Todas as condições abaixo são critérios para indicação de profilaxia para endocardite bacteriana antes de procedimento dentário, EXCETO:
CIA isolada NÃO requer profilaxia para endocardite bacteriana.
A profilaxia para endocardite bacteriana em procedimentos dentários é indicada apenas para pacientes com alto risco de desenvolver endocardite, como aqueles com próteses valvares, histórico de endocardite prévia, cardiopatias congênitas cianóticas não reparadas ou reparadas com defeitos residuais, e valvopatias em coração transplantado. A comunicação interatrial (CIA) não se enquadra nesses critérios de alto risco.
A profilaxia para endocardite bacteriana é um tópico de grande importância na prática clínica, especialmente para residentes que atuam em diversas especialidades. As diretrizes atuais restringem a indicação de profilaxia a um grupo seleto de pacientes com alto risco de desenvolver endocardite infecciosa, devido à baixa incidência da doença e ao risco de reações adversas aos antibióticos. O foco é prevenir a bacteremia que pode levar à colonização de estruturas cardíacas vulneráveis. As condições de alto risco incluem: pacientes com próteses valvares (mecânicas ou biológicas), histórico prévio de endocardite infecciosa, cardiopatias congênitas cianóticas não reparadas (incluindo shunts e condutos paliativos), cardiopatias congênitas reparadas com material protético (seja cirúrgico ou por cateter) com defeito residual ou disfunção adjacente, e valvopatia em coração transplantado. A comunicação interatrial (CIA) isolada, sem shunt residual ou outras anomalias, não se enquadra nesses critérios. Os procedimentos que requerem profilaxia são aqueles que envolvem manipulação da gengiva, da região periapical do dente ou perfuração da mucosa oral. A escolha do antibiótico e a dose dependem da via de administração e de alergias do paciente, sendo a amoxicilina a primeira escolha para a maioria dos casos. É fundamental que o residente saiba identificar corretamente os pacientes que se beneficiarão da profilaxia, evitando o uso desnecessário de antibióticos.
As condições que exigem profilaxia incluem próteses valvares cardíacas, histórico prévio de endocardite infecciosa, cardiopatias congênitas cianóticas não reparadas, cardiopatias congênitas reparadas com material protético e defeito residual, e valvopatia em coração transplantado.
A comunicação interatrial (CIA) isolada e não reparada não é considerada uma condição de alto risco para o desenvolvimento de endocardite infecciosa, e o benefício da profilaxia não supera os riscos associados ao uso de antibióticos.
A profilaxia é recomendada para procedimentos dentários que envolvem manipulação da gengiva, da região periapical do dente ou perfuração da mucosa oral, como extrações, raspagens e cirurgias periodontais.
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