Profilaxia Endocardite Infecciosa: Guia de Antibióticos

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2022

Enunciado

Na atualização de 2017, seguida da de 2021, das recomendações da American Heart Association para a profilaxia da endocardite infecciosa, discutiu-se a real efetividade da profilaxia para a endocardite para todos os indivíduos, chegando-se ao consenso de que a profilaxia em procedimentos dentários deve ser estudada em quatro grupos de indivíduos considerados como de alto risco: portadores de valva cardíaca protética ou outros dispositivos cardíacos implantáveis; indivíduos com endocardite prévia ou recorrente; doença cardíaca congênita; e receptores de transplante cardíaco. Caso se opte por realizar essa profilaxia, ela deverá ser feita com

Alternativas

  1. A) amoxicilina 2 g, dose única.
  2. B) ampicilina 2 g, de 12 em 12 horas.
  3. C) cefazolina 500 mg, dose única.
  4. D) azitromicina 500 mg,por cinco dias.
  5. E) clindamicina 600 mg, dose única.

Pérola Clínica

Profilaxia endocardite infecciosa em procedimentos dentários (alto risco) → Amoxicilina 2g VO, dose única.

Resumo-Chave

A amoxicilina é o antibiótico de primeira escolha para profilaxia de endocardite infecciosa em procedimentos dentários para pacientes de alto risco, devido ao seu espectro de ação contra estreptococos viridans e boa biodisponibilidade oral. A dose única é suficiente para atingir níveis séricos bactericidas durante o procedimento.

Contexto Educacional

A profilaxia da endocardite infecciosa é uma medida crucial para prevenir infecções graves em pacientes de alto risco submetidos a procedimentos que podem causar bacteremia transitória. As diretrizes da American Heart Association (AHA), atualizadas em 2017 e 2021, restringem a profilaxia a um número seleto de pacientes com condições cardíacas predisponentes, devido à baixa efetividade da profilaxia em populações de baixo risco e ao risco de resistência antimicrobiana. Os grupos de alto risco que se beneficiam da profilaxia incluem indivíduos com valvas cardíacas protéticas, histórico de endocardite infecciosa prévia, certas cardiopatias congênitas (cianóticas não reparadas, reparadas com defeitos residuais ou reparadas nos primeiros 6 meses pós-procedimento) e receptores de transplante cardíaco que desenvolvem valvulopatia. Para esses pacientes, a profilaxia é recomendada antes de procedimentos dentários que envolvam manipulação da gengiva, região periapical do dente ou perfuração da mucosa oral. A amoxicilina é o antibiótico de primeira escolha para profilaxia, administrada em dose única de 2 gramas por via oral, 30 a 60 minutos antes do procedimento. Para pacientes alérgicos à penicilina, alternativas como clindamicina, azitromicina ou claritromicina podem ser utilizadas. É fundamental que os residentes compreendam as indicações precisas e os regimes corretos para evitar o uso desnecessário de antibióticos e garantir a proteção dos pacientes mais vulneráveis.

Perguntas Frequentes

Quais são os grupos de alto risco para endocardite infecciosa que necessitam de profilaxia?

Os grupos de alto risco incluem pacientes com valva cardíaca protética, histórico de endocardite prévia, cardiopatia congênita cianótica não reparada ou reparada com defeitos residuais, e receptores de transplante cardíaco com valvulopatia.

Qual o regime de primeira escolha para profilaxia de endocardite em procedimentos dentários?

O regime de primeira escolha é amoxicilina 2 gramas por via oral, administrada em dose única 30 a 60 minutos antes do procedimento dentário.

Quando a profilaxia para endocardite infecciosa não é indicada em procedimentos dentários?

A profilaxia não é indicada para pacientes de baixo risco ou para procedimentos que não envolvem manipulação da gengiva, região periapical do dente ou perfuração da mucosa oral, como radiografias ou anestesia local em tecido não infectado.

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